O segundo centro de dados tem entrada prevista em funcionamento em 2028.
A companhia admite avançar para a construção de outros dois centros de dados, que seriam o quarto e o quinto projeto em Portugal, e têm preferência pelo concelho de Oeiras.
Questionado pela escolha de Portugal, o presidente da AtlasEdge responde: “A pergunta é: quem é que não está a vir para aqui agora? Temos todos os grandes ‘hyperscalers na Península Ibérica. Em segundo, há aqui grandes empresas. Em terceiro, há integradores de sistema como o IBM, HPE ou Kyndryl. Estes são os nossos clientes. Por último, temos os negócios de telecomunicações. Também há o setor público como o Governo, mas existem bastantes requerimentos para ser um fornecedor, mas os integradores de sistema cumprem todas as regras e nós vendemos a eles infraestrutura”.
Tesh Durvasula explica que as quatro cidades principais para centros de dados na Europa são Londres, Amsterdão, Paris e Frankfurt, cobrindo 60% da população europeia. Depois, vêm várias cidades incluindo Lisboa que são cruciais para dar resposta à restante população. “Lisboa faz parte de uma estratégia para cobrir 95% da população na Europa. É preciso 16 a 20 cidades para isso e para conseguir que as aplicações respondam em 25 milisegundos”, afirmou em declarações aos jornalistas à margem da inauguração que teve hoje lugar.
“Temos os cabos submarinos aqui pertos, há mais de 100 redes ligadas, temos companhias de telecomunicações, companhias de internet que trazem mais 45 a 60 redes. Lisboa é muito atrativa, é há o incentivo fiscal”, acrescentou.
Sobre se a infraestrutura tem capacidade para albergar chips de topo, como os Blackwell fabricados pela Nvidia, o executivo disse que essa decisão cabe aos clientes, mas o “centro consegue manejar essa capacidade e aguentar esse tipo de densidade. Se quiserem fazer aqui a aplicação, sim conseguimos. See for uma cloud ou uma aplicação a usar os Blackwell, vão começar com algo mais pequeno do que 25 MW e podem traze-los para aqui, o centro consegue aguentar e depois temos capacidade para o crescimento”.
Questionado sobre postos de trabalho criados, o gestor respondeu: “por si só, o centro de dados não vai criar milhares de empregos, vai criar na casa das dezenas, mas o ecosistema, sim, vai criar. Vamos ter entre 12 a 15 trabalhadores, profissionais de vendas, administrativos e de finanças, mas vamos criar postos de trabalho para os engenheiros de redes, de software, de hardwarer que trabalham com os nossos clientes. À medida que os nossos clientes crescem, estão a criar oportunidades. Um ecosistema de centros de dados cria centenas e milhares de postos de trabalho. O centro de dados é apenas a primeira parte, mas se o ‘regares’, vai crescer”.