O Governo confirmou ao Jornal Económico que “recebeu hoje da ANA Aeroportos o terceiro relatório técnico do Aeroporto Luís de Camões, documento que constitui um dos cinco relatórios sobre este investimento que serão produzidos pela concessionária”.
Segundo o Ministério das Infraestruturas e Habitação, segue-se o relatório financeiro a 17 de janeiro de 2027, esperando-se a candidatura completa em janeiro de 2028.
“Cumpre-se assim mais uma etapa do calendário estabelecido de 36 meses globais com todas as dimensões cumpridas”, refere o ministério liderado por Miguel Pinto Luz sobre a entrega do relatório técnico.
Ao todo a ANA entregará cinco relatórios ao Governo para o novo aeroporto. Até dia 31 de julho, a concessionária francesa Vinci, liderada por Thierry Ligonnière, terá de entregar o relatório de Impacto Ambiental à Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
O novo aeroporto é um investimento que oscilará entre os 6,1 mil milhões de euros e os 8 mil milhões e será financiado pela ANA através de taxas aeroportuárias.
O Governo está também a avançar na concessão das infraestruturas de acesso, mais especificamente com a Terceira Travessia do Tejo que fará a ligação entre Chelas e o Barreiro.
Miguel Pinto Luz, na audição regimental no parlamento, esta semana, disse que o documento da ANA constitui o terceiro de cinco relatórios previstos no processo de candidatura do Novo Aeroporto de Lisboa e irá definir, com detalhe, as principais características técnicas da infraestrutura, incluindo pistas, sistemas de circulação, plataformas e terminais.
“Trata-se de um projeto completo, técnico e de engenharia, onde já estará definido, com detalhe, o que será o novo aeroporto: as pistas, os sistemas de ‘taxyway’, ‘stands’ ou terminais”, disse.
Em junho, o Governo aprovou uma despesa de 4,5 milhões de euros para financiar os trabalhos de desmilitarização do Campo de Tiro de Alcochete, uma intervenção considerada essencial para avançar com a construção do futuro Aeroporto Luís de Camões. A desmilitarização da área terá de ficar concluída até ao final de 2029.