Alunos de Instituto Superior de Coimbra manifestam-se em Lisboa pela continuidade da instituição

“Hoje temos as comemorações do 42.º aniversário da Associação de Estudantes e entendemos fazer, como primeiro ato destes 42 anos, um ato de manifestação, uma mobilização a Lisboa em defesa do Instituto Superior Miguel de Torga. Não vamos a Lisboa contra a A3ES [Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior], mas para defender a boa imagem e o bom nome do Instituto, como estudantes que estão ao lado da sua própria casa”, disse o presidente da Associação de Estudantes, Rui Morais.

Alunos de Instituto Superior de Coimbra manifestam-se em Lisboa pela continuidade da instituição
md_TCP_Coimbra_Coimbra_Plate Studio_240826_125920_8076

Alunos do Instituto Superior Miguel Torga, de Coimbra, vão manifestar-se na quarta-feira, em Lisboa, para defender a continuidade da instituição e contestar a sua não acreditação pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior, revelou a associação de estudantes.

“Hoje temos as comemorações do 42.º aniversário da Associação de Estudantes e entendemos fazer, como primeiro ato destes 42 anos, um ato de manifestação, uma mobilização a Lisboa em defesa do Instituto Superior Miguel de Torga. Não vamos a Lisboa contra a A3ES [Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior], mas para defender a boa imagem e o bom nome do Instituto, como estudantes que estão ao lado da sua própria casa”, disse o presidente da Associação de Estudantes, Rui Morais.

Alunos do Instituto Superior Miguel Torga vão manifestar-se pelas 11h00 de quarta-feira, em frente à sede da A3ES, na Praça de Alvalade, em Lisboa.

Segundo os estudantes, a manifestação visa defender a continuidade desta instituição de ensino superior e contestar a sua não acreditação pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), apesar de as suas dez licenciaturas e dois mestrados estarem acreditados pela própria A3ES.

A 4 de setembro de 2024, a A3ES tomou a decisão de não acreditar o Instituto Superior Miguel Torga, determinando o seu encerramento.

A decisão, “somente sustentada em questões administrativas, ignorava a recente acreditação dos cursos do ISMT pela própria A3ES”, o que levou a que a instituição de Coimbra interpusesse uma ação e uma providência cautelar no Tribunal Administrativo de Lisboa.

A suspensão da eficácia da decisão da A3ES tem permitido ao instituto continuar a funcionar e a ministrar os seus cursos, tendo aberto vagas para o ano letivo 2025-2026.

“Queremos chamar a atenção para um paradoxo difícil de entender, que é quererem fechar uma instituição que tem um bom ensino e bons cursos acreditados pela A3ES. Ou seja, o Instituto Superior Miguel Torga tem 12 cursos – 10 licenciaturas e 2 mestrados – todos eles acreditados com excelência pela A3ES. No entanto, o Instituto que ministra esses mesmos cursos não é acreditado pela agência que acredita aos seus cursos”, lamentou Rui Morais.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação de Estudantes do Instituto Superior Miguel Torga explicou que com esta mobilização pretendem demonstrar que esta “é uma instituição riquíssima e que acrescenta imenso, não só à Região de Coimbra, como ao país, e até ao próprio mundo”.

“Temos uma investigação riquíssima, enriquecedora para todas as áreas, essencialmente para a Psicologia e para o Serviço Social. Queremos defender não só os atuais 1.200 estudantes que temos, mas também os milhares de diplomados, licenciados, mestres e pós-graduados pelo Instituto Superior Miguel de Torga”, acrescentou.

Embora a manifestação em Lisboa seja uma iniciativa da exclusiva responsabilidade dos estudantes, a direção do Instituto Superior Miguel Torga diz compreender e respeitar plenamente a sua decisão.

“Os alunos do Miguel Torga sabem bem a escola que têm: os alunos são, ao longo dos 90 anos da história desta escola, os reais avaliadores da qualidade e da excelência do ensino, década após década, aqui ministrado”, afirmou o seu presidente, Manuel Castelo Branco.

Para o presidente da direção do ISMT, não faz qualquer sentido quererem encerrar uma instituição que “tem qualidade pedagógica e científica comprovada”.

“Não temos qualquer dúvida que os tribunais reconhecerão a qualidade dos cursos, anulando a iníqua, parcial e intencional decisão de uma entidade que, continuando a violar a lei e a ignorar decisões judiciais como até agora, não tem lugar num Estado de direito e democrático”, destacou.

O Instituto Superior Miguel Torga é propriedade da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra.

Relacionado

Verão também rima com exposições

Verão também rima com exposições

Ana Pina11 Ago
Quatro exposições, quatro propostas distintas. Da Índia que em Évora nos mostra tradições ancestrais e linguagens contemporâneas, passando pelos Açores, Sintra e Coimbra, onde se propõe um diálogo entre duas extraordinárias pintoras portuguesas, Aurélia de Sousa e Vieira da Silva.
Socialistas pedem a Carneiro que suspenda eleições no PS/Coimbra e apontam ilegalidades

Socialistas pedem a Carneiro que suspenda eleições no PS/Coimbra e apontam ilegalidades

Numa carta enviada a José Luís Carneiro, à qual a agência Lusa teve acesso, António Campos, Américo Batista (que é candidato a estas eleições para o PS/Coimbra) e Rui Moreira Claro denunciam “violações grosseiras dos estatutos e do regulamento internos” e consideram que isso torna “inviável a realização do ato eleitoral agendado para o próximo dia 20 de junho”.