Alemanha paralisada com a maior greve em décadas

A operadora ferroviária Deutsche Bahn cancelou os serviços ferroviários de longo curso e Munique e Frankfurt tiveram de suspender voos.

Alemanha paralisada com a maior greve em décadas
4 - Alemanha

A Alemanha viu os aeroportos, estações de autocarro e comboios ficarem paralisados ​​na manhã desta segunda-feira, segundo a “Reuters”. A greve provocou problemas a milhares de passageiros no início da semana de trabalho, numa das maiores paralisações em décadas.

Dois dos maiores aeroportos do país, Munique e Frankfurt, suspenderam voos, enquanto os serviços ferroviários de longa distância foram cancelados pela operadora ferroviária alemã Deutsche Bahn.

A greve de 24 horas, convocada pelo sindicato Verdi e pelo sindicato ferroviário e de transportes EVG, é a mais recente greve em meses de ação industrial que atingiu as principais economias europeias, num momento marcado pelos preços mais altos dos alimentos e da energia que prejudicam os padrões de vida.

O sindicato Verdi negoceia em nome de cerca de 2,5 milhões de funcionários do sector público, incluindo transportes públicos e aeroportos, enquanto o sindicato ferroviário e de transporte EVG negocia cerca de 230 mil funcionários da operadora ferroviária Deutsche Bahn e empresas de autocarros.

Frank Werneke, líder do sindicato trabalhista Verdi, disse que a ação trabalhista é uma “questão de sobrevivência para milhões de trabalhadores perante a alta inflação”. Por sua vez, o presidente da EVG, Martin Burkert, referiu que os empregadores ainda não fizeram uma oferta viável e alertou que novas greves são possíveis.

Relacionado

Maquinistas da CP anunciam nova greve durante mês de abril

Maquinistas da CP anunciam nova greve durante mês de abril

“Não tendo nem a tutela nem a CP neste interregno, numa atitude autista e de desconsideração pelos trabalhadores e pelas dificuldades que estes e as suas famílias atravessam nestes tempos de inflação galopante, efetuado qualquer diligência para a resolução do conflito laboral em curso, não resta aos maquinistas outro caminho se não continuar a luta”, sustenta o sindicato em comunicado.