Alemanha aponta baterias à Índia, Indonésia e América do Sul para sair da crise

Vice-chanceler alemão, de visita a Portugal, defende a aposta em novos mercados para a maior economia do euro sair da crise.

Alemanha aponta baterias à Índia, Indonésia e América do Sul para sair da crise
Roberto Pfeil/Reuters

O Governo alemão defende a aposta em novos mercados para que o país saia da crise, disse hoje o vice-chanceler alemão Robert Habeck.

Índia, Indonésia ou América do Sul são as novas apostas de Berlim, de acordo com Robert Habeck que está de visita a Portugal a participar na Web Summit.

Questionado hoje sobre como o país pretendia sair da crise económica atual, o governante começou por dizer que a Alemanha começou por viver uma crise de energia com a invasão russa da Ucrânia e o consequente aumento dos preços da energia.

“Agora, a segurança de abastecimento está segura, mas a segunda fase é reduzir os preços. Ao comprar, gás natural sob pressão, os preços foram mais altos”, afirmou hoje em conferência de imprensa na Web Summit que decorre em Lisboa.

Já a terceira fase da saída da crise, é a Alemanha apostar em novos mercados. “É preciso reequilibrar o sucesso alemão e diversificar as relações comerciais com a Índia, Indonésia, e América do Sul, onde precisamos de fazer melhor”.

O responsável também defendeu o uso do plano Draghi como roteiro para o desenvolvimento económico da Europa. “Podemos fazer melhor na Europa para sermos mais competitivos no mundo”.

Sobre a reeleição de Donald Trump e os riscos para a Europa, defendeu que a União Europeia deve unir-se. “A Europa deve estar junta a uma voz. Os nossos problemas devem ser resolvidos via Europa. As pessoas que tentam destruir a imagem da UE tentam destruir a possibilidade de liberdade”.

O Governo que integra caiu recentemente, e o país vai realizar eleições antecipadas a 23 de fevereiro.

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