Airbnb critica autarquia de Lisboa por dar prioridade a grupos hoteleiros

A plataforma de alojamento lançou este apelo depois de um estudo revelar que nos próximos cinco anos, Lisboa vai contar com quase mais  500.000 m² de projetos hoteleiros de grande escala em comparação com apenas 200.000 m² de nova habitação residencial.

Airbnb critica autarquia de Lisboa por dar prioridade a grupos hoteleiros
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A Airbnb quer ver adotadas “regras justas, proporcionais e não discriminatórias” sobre a construção de habitação em Lisboa por considerar que está ser dada uma prioridade aos grupos hoteleiros. Na base deste apelo está um estudo promovido pela plataforma de alojamento e elaborado pela Neoturis, que revela que nos próximos cinco anos, Lisboa vai contar com quase mais  500.000 m² de projetos hoteleiros de grande escala em comparação com apenas 200.000 m² de nova habitação residencial.

Ou seja, o projetos de turismo vão ocupar 2,5 vezes mais área de construção do que habitações e que no entender da Airbnb revela um desequilíbrio, mas reflete as atuais políticas locais que ignoram a procura de casa nas principais áreas urbanas.

Deste modo, a Airbnb apresenta três recomendações aos responsáveis políticos de Lisboa para uma promoção de regras coerentes e não discriminatórias.

Compensação Residencial Obrigatória: Exigir que novos projetos hoteleiros disponibilizem uma área equivalente destinada a habitação, seja através da integração direta de unidades residenciais, seja por meio de mecanismos de compensação que financiem a construção de novas casas. 

Conversão Estratégica: Incentivar a conversão de ativos hoteleiros subutilizados em habitação, sempre que possível, contribuindo de forma imediata para o aumento da oferta de casas.

Regras Consistentes e Coerentes: Deixar de penalizar injustamente os anfitriões locais. Aplicar regras proporcionais e baseadas em factos a todos os tipos de alojamento turístico.

Jaime Rodríguez de Santiago, Diretor-Geral da Airbnb Marketing Services, SL, refere que “enquanto os hotéis continuam a expandir-se sem restrições, competindo pelo mesmo espaço que poderia ser usado para habitação e contribuindo para o excesso de turismo nos centros urbanos, muitas famílias que partilham as suas casas e dependem do rendimento extra do AL enfrentam obstáculos significativos. Os autarcas devem questionar-se sobre as razões pelas quais os projetos hoteleiros se multiplicam, enquanto os anfitriões locais têm dificuldade em competir – e devem adotar regras justas, proporcionais e consistentes para todos os tipos de alojamento”.

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