Análises feitas às águas do rio Tejo pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) revelam níveis muito elevados de concentração de fósforo e de outros metais pesados considerados perigosos para a saúde pública como o cádmio e chumbo. O estudo feito nas albufeiras mais próximas da fronteira aponta para que o Tejo entre em Portugal já com “maus resultados” no que toca ao cumprimento limites previstos na legislação.
Segundo a TSF, que teve acesso ao estudo da APA, os níveis de fósforo apresentam geralmente valores duas a três vezes acima do permitido, mas é a presença de outros metais pesados, como o cádmio e chumbo, que preocupam os ambientalistas, devidos aos seus efeitos nefastos para os seres humanos.
Embora não sejam revelados números concretos, nas análises feitas a partir de março, na Albufeira do Fratel e na Albufeira de Belver, o cádmio terá ultrapassando os limites em cerca de quatro das cerca de dez análises (uma por mês). Também os hidrocarbonetos fluoranteno e benzo(a)pireno, igualmente perigosos, ficaram acima dos limites legais do início de 2017.
Na semana passada, o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, foi ouvido na comissão parlamentar de Ambiente, na sequência de repetidos episódios de poluição no rio Tejo, onde considerou que, embora tenha vindo a “melhorar ligeiramente”, a qualidade das águas do rio é “classificada como má”.