Agroalimentar português vai apostar na Arábia Saudita

O setor agroalimentar está focado no reforço da ‘marca Portugal’ e vai continuar a apostar na internacionalização, de olhos postos em novos mercados como a Arábia Saudita.

Agroalimentar português vai apostar na Arábia Saudita
Agroalimentar

A associação PortugalFoods apresentou esta terça-feira,  no Porto, a sua estratégia de internacionalização e as tendências do setor agroalimentar. “Cada vez mais queremos reforçar a marca Portugal, muito alicerçada no reconhecimento de Portugal como destino de referência, alavancado na sua gastronomia e na dieta mediterrânea”, afirmou a diretora executiva da PortugalFoods, Deolinda Silva, em declarações à “Agência Lusa”.

A nova estratégia do setor, que vai estar em vigor até 2030, prevê a entrada em novos mercados, como a Arábia Saudita, no qual a associação vai realizar uma missão empresarial, a curto prazo, para conhecer os compradores e distribuidores.

Destacam-se também mercados como a Polónia, Marrocos, Japão, Coreia do Sul, África e Índia – “um mercado difícil de trabalhar, mas que merece o esforço”. A associação identifica ainda geografias “latentes”, que precisam de um reforço, nomeadamente Alemanha, Reino Unido, Canadá e China. Somam-se “casos especiais”, como EUA e Brasil.

Mercosul, um mercado de “milhões de consumidores”

Deolinda Silva disse que a assinatura do acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, “algo pelo qual a Europa luta há muitos anos”, cria muitas oportunidades, apesar dos riscos que estão sempre associados.

“Abre-se um mercado de milhões de consumidores […] com oportunidades para a indústria, em categorias onde habitualmente são aplicadas taxas, que agora são reduzidas ou retiradas. Relativamente ao Brasil, Portugal coloca-se à frente de outros [países]”, considerou.

Já os EUA é um mercado com “um potencial enorme”, que vai continuar a ser uma aposta, apesar da instabilidade, uma vez que Portugal tem vindo a “resistir e transformar-se”.

A PortugalFoods, gestora do cluster agroalimentar, constituída por 200 associados, entre empresas, entidades do sistema científico e atividades conexas, apresentou também as 10 tendências do agroalimentar para 2026.

As tendências na alimentação

A proteína continua a ser vista como uma “poderosa aliada do bem-estar”, com três em cada cinco consumidores a inclui-la na sua dieta.

Por sua vez, a saúde digestiva é vista como impulsionadora dos benefícios para o corpo e mente, sendo que, no ano passado, contabilizou-se um crescimento de 42% no lançamento de produtos alimentares e bebidas relacionadas com este tema.

O conforto também fez mais do que duplicar o número de novos lançamentos que prometem momentos de prazer e as bebidas surgem como as mais inovadoras em matéria de bem-estar, com produtos para a hidratação, praticidade e funcionalidade.

Já os produtos de base vegetal têm vindo a ganhar cada vez mais espaço, afirmando-se como uma categoria independente, que não serve apenas para substituir a alimentação de base animal.

A inovação, os preços acessíveis, o bem-estar mental e emocional, a herança gastronómica e a sustentabilidade completam as tendências do setor.

Para o apuramento das tendências, a PortugalFoods contou com a colaboração da consultora Innova Market Insights. A pesquisa abrangeu países como Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, México, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos. Em cada país foram inquiridas entre 500 e 1.000 pessoas.

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