Adesão a cartões com benefícios no estrangeiro sobe para 35% entre os portugueses

No que diz respeito aos métodos de pagamento, sete em cada dez portugueses continuam a privilegiar o cartão de débito ou crédito durante as suas viagens ao estrangeiro. Esta preferência é mais expressiva nas zonas do Norte e de Lisboa, ambas com cerca de 73%. Já no Alentejo e no Algarve, o dinheiro físico representa o meio de pagamento preferencial para parte significativa dos portugueses, com 38% e 34%, respetivamente. 

Adesão a cartões com benefícios no estrangeiro sobe para 35% entre os portugueses
Nickel João Guerra

Estudo da Nickel, do grupo BNP Paribas, em parceria com a Data E revela que 43% dos residentes em Portugal pretendem adotar meios de pagamento com vantagens específicas para fora do país. Custos de levantamento e taxas de câmbio são as principais prioridades indicadas pelos utilizadores.

O número de portugueses que adere a contas ou cartões com benefícios específicos para utilização no estrangeiro aumentou oito pontos percentuais face ao ano anterior, atingindo os 35%. Os dados constam de um estudo da instituição de pagamento Nickel, realizado em parceria com a Data E, focado nos comportamentos e intenções de pagamento em contexto de viagem.

A nível geográfico, a adesão a este tipo de soluções financeiras apresenta maior expressão em Lisboa (44%) e na região Norte (35%).

No que concerne aos métodos de pagamento utilizados fora de Portugal, o cartão de débito ou de crédito continua a ser a escolha maioritária, sendo preferido por sete em cada dez portugueses. Este meio de pagamento é mais utilizado nas regiões Norte e de Lisboa, com uma taxa de utilização de 73% em ambas as áreas. Em sentido inverso, as regiões do Alentejo e do Algarve registam as maiores taxas de preferência pelo uso de dinheiro físico em viagem, com 38% e 34% dos inquiridos, respetivamente, a indicar o numerário como o principal meio de pagamento.

Para as deslocações futuras, o estudo indica que 43% dos participantes tem a intenção de aderir a contas ou cartões com vantagens específicas fora do país, o que representa um acréscimo ligeiro face aos dados registados em 2025.

Entre os motivos indicados para a adoção destas soluções, a redução de custos de levantamento e pagamentos é referida por 65% dos inquiridos. A aplicação de taxas de câmbio mais baixas é apontada por 63% da amostra, seguindo-se a inclusão de seguros de viagem (42%) e a assistência médica no estrangeiro (36%).

“Estes resultados mostram uma tendência para encontrar soluções que permitam reduzir custos e, ao mesmo tempo, garantir maior proteção e segurança durante toda a viagem”, refere João Guerra, presidente executivo da Nickel Portugal. O responsável acrescenta ainda que os consumidores procuram simplificar a experiência de pagamento através de ferramentas práticas, valorizando a adequação dos produtos financeiros às necessidades de quem viaja.

O estudo estatístico baseou-se em 1.030 entrevistas realizadas entre os dias 16 e 19 de março de 2026, com uma amostra de indivíduos residentes em Portugal Continental e nas Regiões Autónomas, com idades compreendidas entre os 18 e os 64 anos.

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