Açores preveem investimento global de 1.191 milhões de euros em 2026 e execução de fundos é prioridade

As antepropostas de Plano e Orçamento para 2026 foram enviadas na terça-feira pelo Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) aos Conselhos de Ilha e ao Conselho Económico e Social, sendo a data-limite para entrega na Assembleia Regional 30 de outubro.

Açores preveem investimento global de 1.191 milhões de euros em 2026 e execução de fundos é prioridade
Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA)

As antepropostas de Plano e Orçamento dos Açores para 2026 definem como “desiderato inapelável” a execução dos fundos comunitários e preveem um investimento público global de 1.191 milhões de euros, incluindo 990,9 milhões de execução direta do Governo Regional.

“Em 2026 o investimento público previsto ascende a 1.191,6 milhões de euros, dos quais 990,9 milhões correspondem a despesas executadas diretamente pelo Governo Regional dos Açores e os restantes 200,8 milhões de euros a despesas executadas por outras entidades públicas ou organismos pagadores de fundos comunitários”, lê-se nos documentos, a que agência Lusa teve acesso.

As antepropostas de Plano e Orçamento para 2026 foram enviadas na terça-feira pelo Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) aos Conselhos de Ilha e ao Conselho Económico e Social, sendo a data-limite para entrega na Assembleia Regional 30 de outubro.

Os documentos apontam como prioridade a execução do Açores 2030, do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e dos projetos do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

“No ano de 2026 coincidem dois desideratos inapeláveis: executar o final do PRR e assegurar o cumprimento da regra n+3 do Programa Açores 2030. Esta circunstância, única na história da governação autonómica, condiciona enormemente a previsão orçamental e imporá, paralelamente, uma responsabilidade inigualável na sua execução”, lê-se na anteproposta de Plano.

O Governo Regional prevê uma ligeira subida do desemprego (de 5,7% em 2025 para 5,8% em 2026) e estima que o crescimento da atividade económica se reflita “sobretudo no crescimento da produtividade”.

“Prevê-se que em 2025 e 2026 se verifique também um aumento da remuneração média por trabalhador, acima da evolução da produtividade”, é referido.

Os documentos confirmam que o investimento da responsabilidade direta do Governo Regional ascenderá a 990,9 milhões, um aumento de 20,1% face ao Plano de 2025.

O executivo açoriano estima que as transferências da União Europeia rondem os 550 milhões de euros e as do Orçamento do Estado 424,1 milhões.

Do valor do investimento público, cerca de 38,5% – a maior percentagem – é afeto à rubrica que inclui a Coesão, a Economia Rural e do Mar, o Turismo, Mobilidade, Infraestruturas, a Juventude, Habitação e Empregabilidade.

As previsões macroeconómicas do Governo Regional preveem um crescimento de 2% e de 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB) da região em 2026 e 2027, respetivamente, além de uma taxa de inflação de 2,1% no próximo ano, tal como o secretário das Finanças anunciou na terça-feira.

O PIB regional deverá superar os 6.000 milhões de euros já no final deste ano, um valor que deverá ser de 6.245 milhões de euros em 2026 e 6.470 milhões em 2027, segundo a anteproposta de Orçamento, que contempla também um endividamento até 150 milhões de euros.

“Será necessário recurso ao endividamento, a título excecional, na ordem dos 150 milhões de euros, de forma a garantir a execução dos investimentos financiados por fundos comunitários, nomeadamente o PRR e o Açores 2030”, lê-se na anteproposta de Orçamento para 2026.

O Plano e Orçamento dos Açores para 2026 vão ser discutidos e votados em novembro na Assembleia Regional.

Relacionado

Comércio eletrónico ganha peso no regresso às aulas

Comércio eletrónico ganha peso no regresso às aulas

Almerinda Romeira20 Ago
Estudo da Webloyalty revela que 81% dos portugueses irão gastar até 200 euros nas lojas online no regresso às aulas. O material de papelaria concentra a maior fatia dos gastos, mas tecnologia afirma-se como categoria relevante, com 33% dos compradores a adquirir dispositivos ou equipamento daqui até ao Natal.