A terminar o mandato, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, considerou que ontem foi “um dia histórico da luta para a proteção do planeta que será passado às gerações vindouras”, uma vez que, face à ratificação do acordo de Paris sobre o clima por parte de mais países europeus, se chegou a 56,75% das emissões mundiais de gases poluentes, acima dos 55% necessários para a aplicação, de acordo com as Nações Unidas, citadas pela agência Reuters.
Alemanha, França, Áustria, Hungria, Eslováquia e Malta são os mais recentes na ratificação de um acordo que já engloba 72 entre 195 países, segundo a ONU.
No mês passado, China e Estados Unidos, responsáveis pelas maiores percentagens de emissões poluentes, declararam, de modo formal e conjunto, a sua adesão e o acordo irá entrar em vigor no próximo dia 4 de novembro, quatro dias antes das eleições presidenciais dos EUA, disputadas entre Hillary Clinton e Donald Trump.
“Se seguirmos os compromissos estabelecidos neste acordo, a História pode muito bem julgar este momento como um ponto de mudança para o nosso planeta”, afirmou Obama perante os jornalistas na Casa Branca.