Acordo de Paris sobre o clima em vigor a 4 de novembro

Alemanha, França, Áustria, Hungria, Eslováquia e Malta ratificaram-no ontem - ao todo, segundo a ONU, são 72 entre 195 os países que já o fizeram.

Acordo de Paris sobre o clima em vigor a 4 de novembro
Kevin Lamarque/Reuters

A terminar o mandato, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, considerou que ontem foi “um dia histórico da luta para a proteção do planeta que será passado às gerações vindouras”, uma vez que, face à ratificação do acordo de Paris sobre o clima por parte de mais países europeus, se chegou a 56,75% das emissões mundiais de gases poluentes, acima dos 55% necessários para a aplicação, de acordo com as Nações Unidas, citadas pela agência Reuters.

Alemanha, França, Áustria, Hungria, Eslováquia e Malta são os mais recentes na ratificação de um acordo que já engloba 72 entre 195 países, segundo a ONU.

No mês passado, China e Estados Unidos, responsáveis pelas maiores percentagens de emissões poluentes, declararam, de modo formal e conjunto, a sua adesão e o acordo irá entrar em vigor no próximo dia 4 de novembro, quatro dias antes das eleições presidenciais dos EUA, disputadas entre Hillary Clinton e Donald Trump.

“Se seguirmos os compromissos estabelecidos neste acordo, a História pode muito bem julgar este momento como um ponto de mudança para o nosso planeta”, afirmou Obama perante os jornalistas na Casa Branca.

 

Relacionado

Sónia Luz: “Na Finsolutia queremos garantir que a adoção de IA é feita desde o início com controlo e supervisão humana”

Sónia Luz: “Na Finsolutia queremos garantir que a adoção de IA é feita desde o início com controlo e supervisão humana”

Maria Teixeira Alves19 Jun
A Finsolutia acaba de apresentar o seu Relatório ESG 2026. Esse foi o pretexto para entrevistar Sónia Luz, ESG & Sustainability Lead da Finsolutia. A gestora defende que o ESG não tem como objetivo apenas alcançar métricas, mas sim "garantir que o acesso a oportunidades de liderança é baseado no mérito, na competência e na igualdade de condições". O facto de, em Portugal, mais de metade das posições de liderança serem ocupadas por mulheres demonstra que esse equilíbrio é possível quando existe uma cultura organizacional inclusiva e consistente, diz.