Abanca com lucros de 428,6 milhões de euros até setembro

Em Espanha, os novos empréstimos foram 3,7% superiores aos de setembro de 2022, enquanto em Portugal foram ainda mais elevados, a subirem 17,5%, refere o Abanca.

Abanca com lucros de 428,6 milhões de euros até setembro
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O Abanca teve um resultado atribuível de 428,6 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, elevando o seu rácio de rendibilidade para 13%.

A margem financeira aumentou em termos trimestrais reportando um crescimento de 17,1% para os 335,4 milhões de euros.

Já as receitas de prestação de serviços (comissões) cresceram 3,8% em termos homólogos para 70,4 milhões de euros no trimestre.

“O aumento das receitas recorrentes foi acompanhado por um controlo eficaz das despesas operacionais, que cresceram abaixo do setor em Espanha. Consequentemente, o resultado operacional recorrente (receitas principais menos despesas operacionais) aumentou 2,7 vezes nos últimos doze meses e o rácio de eficiência melhorou 18,5 p.p. para 52,3% em comparação com setembro do ano passado”, avança o banco em comunicado.

O Abanca enfrenta a incerteza da conjuntura a partir de uma posição de solidez do seu balanço, apresentando um rácio de NPL (malparado) de 2,3% e um rácio de cobertura por imparidades de 75,3%. Ainda assim, o custo do risco manteve-se sob controlo em 0,24%.

“O desempenho positivo da entidade foi sustentado pelo dinamismo do mercado de retalho e pela solidez do seu perfil financeiro, gerando um conjunto de resultados de elevada qualidade”, lê-se no comunicado.

O banco que têm em Portugal uma sucursal explica que “reforçou o seu posicionamento enquanto instituição de dimensão ibérica, com a captação de mais de 96 mil novos clientes em Portugal e Espanha, ganhando quota de mercado nos principais segmentos de negócio”.

De destacar, “o peso crescente dos canais digitais, que representaram 47% dos novos clientes, e os elevados níveis de fidelização e satisfação dos clientes, que se exprimem através dos 67 pontos registados no índice de satisfação de clientes”, acrescenta o banco.

Adicionalmente, destacou-se o desempenho em Portugal, onde o banco registou um aumento homólogo de 76% no número de clientes, segundo revelou o Abanca.

Nos primeiros nove meses do ano, o Abanca concedeu mais de sete mil milhões de euros de novos empréstimos às famílias e empresas revela a instituição liderada por Francisco Botas.

Estes dois segmentos, famílias e empresas, que representam respetivamente 40% e 42% do total, recebem mais de oito em cada dez euros de crédito do banco.

Em Espanha, os novos empréstimos foram 3,7% superiores aos de setembro de 2022, enquanto em Portugal foram ainda mais elevados, a subirem 17,5%, refere o Abanca.

Em ambos os países, o banco “está a ganhar quota de mercado nos principais segmentos de negócio”.

No crédito à habitação, houve um aumento de 12,6% nas formalizações, para 1.174,0 milhões de euros, o que se traduziu num crescimento da quota de mercado das novas operações de 93 p.b. em Espanha e de 97 p.b. em Portugal.

Por sua vez, o crédito a empresas ascendeu a 5.102,6 milhões de euros, mais 6,1%, o que se traduz num crescimento da quota de mercado das novas operações de três p.b. em Espanha e de 58 p.b. em Portugal.

Já os depósitos de clientes de retalho aumentaram 8,3%, “com um elevado nível de granularidade”, detalha o Abanca.

”Estes valores traduziram-se em ganhos de quota de mercado de 18 p.b. em Espanha e de 10 p.b. em Portugal. No final de setembro, os depósitos de clientes de retalho ascendiam a 53.285 milhões de euros”, revela o banco.

“Este dinamismo da atividade também se verificou nas atividades de fora de balanço e de seguros. Neste âmbito, os fundos fora de balanço cresceram 13,7 % para 13.402 milhões de euros em relação a setembro de 2022. No que diz respeito ao serviço de gestão discricionária de carteiras do Banco, este gere um volume superior a 1.200 milhões de euros”, acrescenta.

Assim, os prémios dos seguros gerais e dos seguros de vida cresceram 19,5% em relação ao ano anterior, atingindo 442,0 milhões de euros. “Este crescimento foi homogéneo e superior a 10% nos principais ramos: 12% em Automóvel e Negócios, 11% em Vida Risco e 10% em Prestações Protegidas”, refere o comunicado.

Destaque ainda para o rácio de capital. “O banco apresenta níveis de capitalização robustos (capital total de 17,3% e excesso de capital em relação aos requisitos de 1.528 milhões”, refere o Abanca.

Até à data, o banco efetuou quatro emissões de dívida que conta para capital este ano, “com elas, o banco reforçou a sua solidez e cumpriu confortavelmente o requisito de MREL fixado para 2024, já em 2023 e antes do previsto”.

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