A ‘A-to-Be’, empresa de infratech do Grupo Brisa, ganhou um concurso nos EUA para a implementação de um sistema de portagens virtuais no Estado da Virgínia Ocidental.
Em comunicado, o grupo liderado por António Pires de Lima anunciou que a empresa portuguesa detida pelo Grupo Brisa e fornecedora de tecnologia para a área da mobilidade, vai fornecer e implementar o sistema de portagens na ponte Parkersburg Memorial. A ponte de Parkersburg liga as duas margens do rio Ohio e tem um tráfego médio diário de 11.500 veículos, segundo a Brisa.
As portagens vão financiar obras de melhoramentos na ponte, que vão permitir prolongar a sua vida por mais 50 anos e reforçar a estrutura para acabar com as atuais limitações de peso nos veículos. A ponte liga os estados da Virgínia Ocidental e do Ohio.
“A A-to-Be vai substituir o atual sistema de portagens com cabines por um sistema de portagens virtuais com base em pórtico, sem barreira e sem necessidade de paragem (free-flow)”, avança a empresa.
Este é o terceiro contrato que a A-to-Be fecha com a United Bridge Partners (UBP), “uma empresa norte-americana que financia, constrói e opera pontes portajadas em diversos Estados”.
O A-to-Be LinkBeyond, que a empresa do Grupo Brisa, vai instalar na ponte de Parkersburg, é um o novo sistema de pórtico duplo equipará ambos sentidos de circulação com componentes de identificação, classificação e imagem, revela o comunicado.
Os trabalhos de instalação deste sistema devem estar concluídos em setembro deste ano.
Este é o sétimo contrato da A-to-Be para sistemas de cobrança de portagem em pontes nos EUA. Os contratos da A-to-Be nos EUA somam até à data mais de 83 milhões de euros, segundo dados revelados pela Brisa.
Marta Sousa Uva, CEO da A-to-Be, salienta na nota enviada às redações que “este novo contrato vem consolidar a posição da nossa empresa num mercado tão competitivo como os EUA”.
“No total, A-to-Be tem, a partir de agora, 16 contratos para fornecer e gerir sistemas de portagens em 11 estados norte-americanos. É a prova que é possível criar, desenvolver e implementar tecnologia de última geração a partir de Portugal e concorrer com os maiores players mundiais”, conclui a gestora.