44% dos portugueses já escolhe investimento sustentável

O investimento sustentável ganha relevância entre os portugueses e os gestores de ativos têm um papel fundamental, tanto na criação como na partilha de soluções capazes de gerar valor sustentável – económico, ambiental e social.

44% dos portugueses já escolhe investimento sustentável
MUMEMORIES

Aumento da temperatura, degelo, subida do nível do mar ou fenómenos atmosféricos extremos são alguns dos temas que mais têm contribuído para colocar o investimento sustentável entre as prioridades de parte significativa dos gestores e investidores, que hoje a encaram como mais do que uma buzzword, não apenas na vertente ambiental, mas também social e de gestão, com questões como o “clima interno das empresas” e a transparência no “governo das sociedades” a ganhar peso crescente.

Esta realidade é já considerada por mais de 40% dos investidores portugueses e para a mesma percentagem de europeus, releva o Schroders Global Investor Study 2020, um estudo que auscultou mais de 23 mil pessoas que efetuam investimentos regularmente, em 32 países e territórios por todo o mundo.

44% dos portugueses já investe em fundos de investimento sustentável, um pouco mais do que em 2018 (41%) e a principal razão relaciona-se com o “impacto ambiental” (37% de respostas). A probabilidade destes fundos proporcionarem retornos superiores é o segundo motivo mais apontado (34%), a comprovar que para mais de um terço dos investidores sustentabilidade e rentabilidade são já objetivos conciliáveis.

Investimento sustentável: três áreas prioritárias para gestores de ativos

Neste sentido, os gestores de ativos têm um papel central na construção de soluções e opções de investimento que prossigam retornos apetecíveis e simultaneamente sustentáveis em termos Ambientais, Sociais e de Gestão (ESG – Environmental, Social and Governance).

Nesta sua missão, destacam-se três grandes vertentes:

1. Construção de carteiras sustentáveis – selecionando ações de empresas com estratégias de ESG corretas (excluindo as que correm riscos excessivos por não as cumprirem), influenciando as empresas onde investem para a adoção de comportamentos sustentáveis de longo prazo e exercendo o seu direito de voto enquanto acionista interessado na gestão sustentável e sólida do negócio.

97% dos investimentos feitos pela Schroders já seguem critérios ESG e a gestora de ativos está a trabalhar para alcançar 100% até final de 2020. Este compromisso constitui uma garantia de que a sustentabilidade é transversal a todos os fundos de investimento que disponibiliza.

2. Oferta de fundos orientados à sustentabilidade –  capazes de potenciar os benefícios que resultam da atividade das empresas e setores melhor posicionados nos temas centrais de sustentabilidade, sejam eles mitigar os efeitos das alterações climáticas, promover a transição para uma economia de baixo carbono ou atuar noutros setores que perspetivem valor sustentável a longo prazo – substitutos dos plásticos por exemplo -, como o Schroder ISF* Global Climate Change Equity.

3. Partilha de informação e aconselhamento especializado – que permita aos investidores uma escolha mais esclarecida. Este é um aspeto particularmente relevante se tivermos em conta outra das conclusões apontadas pelo Schroders Global Investor Study 2020: que perto de metade dos investidores portuguese (48%) referem só ter informações sobre investimento sustentável por parte os seus consultores financeiros se estas lhes forem solicitadas.

A falta de informação parece continuar a condicionar parte das opções pelo investimento sustentável, com 93% dos inquiridos a assumir que necessita de mais dados para perceber os critérios que levam uma empresa a ser considerada “sustentável” e a confiar que o seja.

 

* Schroders International Selection Fund é referido no artigo pela sigla ISF. A menção ao fundo de investimento é feita para fins informativos e não constitui recomendação de subscrição nem de compra ou venda de ativos. O desempenho passado não constitui garantia de rendibilidade futura e poderá não se repetir.

 

Este conteúdo patrocinado foi produzido em colaboração com a Schroders.

Relacionado

A Black Friday começa muito antes dos descontos

A Black Friday começa muito antes dos descontos

JE Lab e E-goi2 Set
Para as marcas, a Black Friday já não começa quando chegam os descontos. Começa semanas antes, na análise dos clientes, na definição das campanhas e na capacidade de antecipar aquilo que cada consumidor procura. Com a Inteligência Artificial e a automação a ganhar espaço no marketing, a preparação para o maior pico de consumo do ano está a mudar de ritmo
EY EnergyShot com Filipe Santos

EY EnergyShot com Filipe Santos

JE Lab28 Ago
Neste episódio, recebemos Filipe Santos, CEO do Smart Energy LAB, uma organização que se dedica ao desenvolvimento de soluções inovadoras para acelerar a transição energética. Numa conversa conduzida por José Roque, Partner EY, Energy & Resources Sector Leader, foram explorados os desafios da mobilidade elétrica e o papel da inovação no futuro da energia. Em destaque esteve o EDGE, uma solução tecnológica focada na gestão inteligente de carregamento de veículos elétricos em edifícios com estacionamento partilhado.
Internacionalização do agronegócio no espaço lusófono

Internacionalização do agronegócio no espaço lusófono

JE Lab26 Ago
Portugal, Brasil e Angola estão a criar novas oportunidades para o agronegócio. Neste episódio do AgroConnect, Sofia Nunes, Aymeric Frisch e Adilson Mognol partilham experiências concretas de internacionalização, os desafios de adaptação aos mercados locais e o papel da tecnologia, da proximidade cultural e da língua portuguesa na construção de novos negócios