O BCP acaba de anunciar ao mercado que deixou de ter qualquer participação na Pharol, empresa que ficou com a dívida da Rioforte à PT.
O banco tinha 6,17% da empresa liderada por Luís Palha da Silva antes da operação que foi anunciada como tendo ocorrido hoje, dia 23.
O comunicado enviado à CMVM não refere a quem vendeu e a que preço. Mas o Jornal Económico sabe que a venda foi feita fora de bolsa e a um único investidor.
A lei diz que quem atinja ou ultrapasse participação de 10 %, 20 %, um terço, metade, dois terços e 90 % dos direitos de voto correspondentes ao capital social de uma sociedade aberta, sujeita a lei pessoal portuguesa, e quem reduza a sua participação para valor inferior a qualquer daqueles limites deve, o mais rapidamente possível e no prazo máximo de quatro dias de negociação após o dia da ocorrência do facto ou do seu conhecimento informar desse facto a CMVM e a sociedade participada. Logo, no prazo máximo de 4 dias o comprador da participação do BCP será revelado.
O BCP reforçou a participação no capital da Pharol no verão de 2015, depois de executar uma dívida da Ongoing que tinha como garantia as ações da antiga PT SGPS.
O banco liderado por Nuno Amado era o terceiro maior acionista da Pharol, a seguir à Telemar Norte Leste, que detém 10%, e ao Novo Banco, que é detentor de 9,56% do capital.
A Pharol SGPS gere, atualmente, uma participação direta ou indireta de 27,5 % da Oi, continuando em vigor os acordos parassociais através dos quais a TmarPart efetivamente controla a Oi e dos quais decorre a necessidade de concertação de voto na Oi.
O BCP vai comunicar hoje ao fim do dia uma emissão de 1.000 milhões em obrigações hipotecárias, com maturidade em 2022 (cinco anos), que a Bloomberg já antecipa.
(em atualização)