O objetivo de crescimento económico preconizado pelo G20 para os próximos cinco anos é insuficiente para criar “todos os empregos necessários”, diz a diretora geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), ao apontar uma retoma mundial “desigual e frágil”.
Os países do G20 – que representam 85% da riqueza mundial – preveem um crescimento de 2% no Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos cinco anos, motivados por um conjunto de medidas e reformas, incluindo o impulso aos investimentos privados em infraestruturas.
“Fazer avançar a agulha em 2% é certamente um avanço. Mas será que isso é suficiente para criar todos os empregos de que (o G20) precisa? A resposta é ‘não’, afirmou a diretora geral do FMI, Christine Lagarde, numa entrevista publicada hoje no Australian Financial Review.
“Este é, no entanto, um passo na direção certa, se (o objetivo) entrar em vigor”, reconhece Lagarde.
“A recuperação económica (no mundo) está em curso, mas ela continua desigual, frágil e com riscos no horizonte”, adverte a antiga ministra das Finanças francesa.
A entrevista publicada hoje antecede a cimeira dos chefes de Estado e do governo do G20 em Brisbane, na costa leste da Austrália.
O FMI baixou em outubro as suas previsões de crescimento económico mundial, e sublinhou os “elevados riscos” de recessão na zona euro.
Lagarde diz, todavia, estar ‘confiante’, de que um acordo sobre a meta dos 2% adicionais seria alcançado este fim de semana pelos dirigentes reunidos em Brisbane, e felicitou a Austrália, que assegura a presidência rotativa do G20, por ter colocado o crescimento no topo da agenda.
OJE/Lusa