IADE – Tese de mestrado: Metro mais confortável

IADE – Tese de mestrado: Metro mais confortável
IADE – Tese de mestrado: Metro mais confortável

Margarida Chincho, aluna do IADE, criou um projeto que visa tornar o metropolitano mais confortável e ajustado às necessidades dos utilizadores portugueses.

A proposta de reinvenção dos equipamentos do metro serviu de base à tese de mestrado da aluna, orientada pelo docente do IADE António da Cruz Rodrigues, pela qual obteve 19 valores. Fascinada pelo comportamento das massas em locais públicos, considera que estes devem ser alvo da atenção de todos. Segundo Margarida Chincho, deve resgatar-se a crença na força do coletivo para projetar um futuro menos sombrio e individualista. A jovem constatou que as pessoas se sentiam desconfortáveis nometropolitano levando-as a utilizar esse meios de transporte com menos frequência. Com esse mote em mente, Margarida criou um projeto que desconstrói a ideia de que os equipamentos das carruagens do metro devem ser lineares, inflexíveis e estáticos, sugerindo cadeiras modulares. O objetivo é o de criar uma proposta apelativa que incentive os portugueses a viajarem mais de transportes públicos, indo ao encontro do apelo de muitos municípios nacionais e internacionais no que toca à utilização de autocarros, metros e bicicletas, tendo como foco a sustentabilidade ambiental.

A solução proposta permite tornar o metropolitano mais agradável e dinâmico, tendo em conta o comportamento dos utilizadores do metro que preferem, por exemplo, encostar-se ou apoiar-se em vez de se sentarem. Tendo como inspiração as obras do escultor uruguaio Ricardo Pascale, da escultora polaca Alicja Kwade, do artista japonês Kazuko Miyamoto ou do escultor russo Naum Gabo, os objetos permitem que o utilizador se encoste de diversas maneiras e utilize a estrutura como meio de apoio para pousar os seus pertences.

Com um formato mais ergonómico e orgânico, a reinterpretação de Margarida Chincho prevê queo equipamento se torne mais adaptável à anatomia humana e ajustada às necessidades de cada indivíduo. Num futuro próximo, a aluna do IADE não exclui a ideia de que se possa implementar a solução nos metros portugueses, com estudos mais apurados ao nível de segurança e de usabilidade.