Como estratégia para o Mercado Único Digital na Europa, o Parlamento Europeu quer acabar com o bloqueio geográfico e impulsionar startups europeias a desenvolverem as suas actividades.
Num relatório aprovado pela maioria dos eurodeputados, o PE apela à adopção das 16 iniciativas anunciadas pela Comissão Europeia em maio do ano passado, dizendo que práticas como a discriminação com base no endereço de IP, endereço postal ou país de emissão do cartão de crédito têm de acabar para que se possa melhorar o acesso dos consumidores europeus a bens e serviços.
Neste mesmo relatório considera-se essencial que a Europa aproveite as oportunidades que as novas tecnologias, como a computação em nuvem, a Internet das coisas e a impressão 3D, oferecem pois são inúmeras as vantagens para a economia e a sociedade. Por um lado, permitem novos serviços inovadores a preços competitivos. Por outro, pretende-se quebrar as barreiras entre Estados-Membros facilitando o acesso das empresas, especialmente startups, ao mercado estrangeiro.
É importante que os consumidores possam usufruir de um nível de protecção equivalente independentemente de comprarem conteúdos digitais online ou offline, diz o relatório. Outra recomendação feita pelo PE destina-se à necessidade de encontrar soluções inovadoras para melhorar os serviços e baixar os custos de entrega de encomendas transfronteiras.