Bombeiros combatem fogos perto de Madrid antes de agravamento de condições meteorológicas

O vento deverá mudar de direção a meio do dia de hoje. "Soprará então do sul e tudo o que não tiver sido contido poderá muito bem complicar novamente a situação. É isso que torna tão importante o esforço que vai ser envidado" até lá, sublinhou durante a noite o delegado do Governo na região de Madrid, Fran Martin Aguirre.

Bombeiros combatem fogos perto de Madrid antes de agravamento de condições meteorológicas
Edificio Metropolis

Os bombeiros espanhóis continuavam hoje de manhã a tentar controlar os incêndios que assolam as proximidades de Madrid, a poucas horas da chegada de um vento do sul que traz o risco de agravamento dos fogos.

O vento deverá mudar de direção a meio do dia de hoje. “Soprará então do sul e tudo o que não tiver sido contido poderá muito bem complicar novamente a situação. É isso que torna tão importante o esforço que vai ser envidado” até lá, sublinhou durante a noite o delegado do Governo na região de Madrid, Fran Martin Aguirre.

O dia de hoje, tal como a segunda-feira, será “absolutamente determinante”, afirmou em conferência de imprensa o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, que disse esperar “controlar e domar o fogo” e referiu “previsões verdadeiramente desfavoráveis” a partir de quarta-feira.

O incêndio da “Sierra del Oeste”, na região de Madrid, estava a juntar-se ao gigantesco fogo de Ávila, na região vizinha de Castela e Leão, o incêndio florestal “mais grave” da história recente de Espanha, de acordo com o Governo.

Estes incêndios devastaram, em poucos dias, cerca de 75 mil hectares.

“Ainda se avizinham horas difíceis” com “o aumento das temperaturas”, alertou o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, na segunda-feira, durante uma visita ao centro de coordenação de socorro na região de Valência (este).

Num discurso dedicado aos “refúgios climáticos” destinados a proteger a população durante ondas de calor, o primeiro-ministro considerou que estes incêndios, de uma magnitude sem precedentes, são “a expressão mais dolorosa de uma emergência climática”.

“Já não é uma exceção, é a regra”, alertou, em tom grave, referindo “mais de 170 mil hectares queimados” em Espanha desde o início do ano.

Em França, onde se combatem vários incêndios simultaneamente, o regresso do calor e a chegada de um vento mais seco também fazem temer um agravamento da situação, numa altura em que 42 mil hectares já foram consumidos pelas chamas no departamento da Gironda (sudoeste).

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