Fundação Repsol e Grupo Sylvestris registam primeiro projeto florestal no Mercado Voluntário de Carbono em Portugal

O Grupo Sylvestris e a Fundação Repsol impulsionam em Portugal o projeto de florestação e sequestro de carbono de Charneca e Ferreirinhos, no concelho de Sabugal, distrito da Guarda, uma iniciativa que se tornou o primeiro projeto registado e validado na plataforma do Mercado Voluntário de Carbono português. O projeto é desenvolvido ao abrigo da metodologia MVC1 – metodologia de novas florestações.

Fundação Repsol e Grupo Sylvestris registam primeiro projeto florestal no Mercado Voluntário de Carbono em Portugal
Sylvestris

O Grupo Sylvestris e a Fundação Repsol registaram em Portugal o primeiro projeto validado na plataforma do Mercado Voluntário de Carbono, com uma iniciativa de reflorestação localizada em Charneca e Ferreirinhos, no concelho do Sabugal, distrito da Guarda. O anúncio foi feito a 1 de junho, e divulgado hoje em comunicado.

O projeto ocupa 18,83 hectares e prevê a captura de 2.976 toneladas de CO₂ equivalente ao longo de 40 anos, com uma média de 158 tCO₂e por hectare. Desenvolvido ao abrigo da metodologia MVC1 para novas florestações, a iniciativa tornou-se a primeira a ser registada e validada no novo regime jurídico do mercado voluntário de carbono português. A fase de implementação terminou em 2025, e a permanência das remoções de carbono está assegurada por um compromisso contratual de 40 anos e pela adesão à bolsa de garantia prevista no regime.

Os cálculos ex-ante dos créditos de carbono foram realizados segundo a metodologia MVC1, com o objetivo de garantir uma estimativa sólida e prudente. O registo do projeto coloca o Grupo Sylvestris e a Fundação Repsol como pioneiros num mercado que começa a estruturar-se com projetos florestais sujeitos a critérios de adicionalidade, monitorização e permanência.

Além da captura de carbono, a intervenção visa transformar terrenos não arborizados em novas manchas florestais com espécies como Pinus pinaster e Quercus pyrenaica. O projeto pretende contribuir para a proteção do solo contra a erosão, aumentar a resiliência da paisagem e reduzir o risco de incêndios numa zona considerada vulnerável.

A iniciativa integra o projeto Motor Verde +Floresta, impulsionado em parceria com a Fundação Repsol, que tem como foco o restauro florestal em larga escala em Espanha e Portugal. Segundo as entidades promotoras, o restauro florestal vai além do carbono, atuando também sobre a biodiversidade, o solo, a água e a resiliência territorial, podendo gerar atividade em zonas rurais.

A Fundação Repsol desenvolve projetos focados na transição energética e na sociedade, com linhas de ação que incluem investimento em empresas de baixo carbono, apoio a soluções tecnológicas em energia e mobilidade, disseminação de conhecimento e promoção de voluntariado.

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