Tribunal impede polícia municipal de testar álcool a condutores

O homem tinha sido fiscalizado por agentes da Polícia Municipal de Cascais, que o submeteram a um teste de despistagem. Recorreu da decisão e acabou ilibado pelo Tribunal da Relação de Lisboa.

Tribunal impede polícia municipal de testar álcool a condutores
Polícia Municipal

O Tribunal da Relação de Lisboa absolveu um homem que fora condenado a pagar uma multa de 250 euros e a uma pena acessória de proibição de conduzir veículos por três meses, avança a edição de hoje do Jornal de Notícias.

O homem tinha sido fiscalizado por agentes da Polícia Municipal de Cascais, que o submeteram a um teste de despistagem. Acusou a presença de álcool no sangue numa taxa-crime superior a 1,2 g/l, só depois sendo transportado até uma esquadra da PSP e, aí, constituído arguido junto do Juízo Local de Pequena Criminalidade de Cascais.

Recorreu da decisão e acabou ilibado pelo Tribunal da Relação de Lisboa, que disse que a Polícia Municipal “não tem competência para a realização do teste quantitativo de pesquisa de álcool no sangue a condutor quando o teste qualitativo aponta para a prática de crime”.

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“Em 2010, Lisboa tinha mais de 8.000 Polícias de Segurança Pública e hoje tem 6.700, ou seja, a cidade de 2010 tinha mais policiamento que a cidade de 2024 e isso não pode continuar a acontecer”, afirmou Carlos Moedas, destacando a importância do policiamento de proximidade e reforçando que a Polícia Municipal deve ter mais competências.