Os custos da construção em habitação nova registaram em janeiro um aumento homólogo de 3,7% face ao mês anterior, uma ligeira descida de 0,2 pontos percentuais (p.p.) face ao mês anterior, de acordo com os dados do Índice de Custos de Construção de Habitação Nova (ICCHN), divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta segunda-feira.
Os preços dos materiais apresentaram uma variação de 0,8% (1,0% no mês anterior) e o custo da mão de obra aumentou 7,7% (0,2 p.p. inferior a dezembro de 2025).
Por sua vez, o custo da mão de obra contribuiu com 3,3 p.p. (3,4 p.p. no mês anterior) para a formação da taxa de variação homóloga do ICCHN e os materiais registaram um contributo de 0,4 p.p. (0,5 p.p. no mês de dezembro de 2025).
Entre os materiais que mais influenciaram positivamente a variação agregada do preço estão os vidros e espelhos, com uma subida de cerca de 25%, o fio de cobre nu e revestido e os pavimentos aligeirados de vigotas préesforçadas e blocos cerâmicos com cerca de 10% acima do período homólogo.
Em sentido oposto, destacaram-se os betumes com uma descida de cerca de 20%, os materiais de revestimentos, isolamentos e impermeabilização e os aparelhos de climatização com uma descida de cerca de 10%.
A taxa de variação mensal do ICCHN foi de 0,8% em janeiro de 2026, 1,5 p.p. superior à registada no mês anterior e 0,2 p.p. inferior à de janeiro de 2025.
A mão de obra contribuiu com 0,5 p.p. para a formação da taxa de variação mensal do ICCHN, enquanto a contribuição do preço dos materiais foi de 0,3 p.p. (-0,6 p.p. e -0,1 p.p. em dezembro de 2025, respetivamente).