Grupo MDS prevê obter em 2025 receitas de 260 milhões com 80 milhões a virem de Portugal

"Somos muito mais do que um broker", disse o CEO do grupo MDS referindo-se ao facto de ser um grupo com empresas diversificadas. Desde 2022 quando foram comprados pelo gigante Ardonagh, já fizeram 41 aquisições, para o qual investiram 400 milhões de euros. Mas prometem não ficar por aí. Têm mais de 100 milhões para aquisições em 2026.

Grupo MDS prevê obter em 2025 receitas de 260 milhões com 80 milhões a virem de Portugal
José Manuel Dias da Fonseca MDS Group vm

O grupo MDS prevê obter receitas brutas de 260 milhões de euros, das quais cerca de 80 milhões, ou seja 30%, serão geradas pela subsidiária MDS Portugal, disse a administração liderada por José Manuel Fonseca.

Os restantes 180 milhões estão repartidos pelas subsidiárias em diferentes geografias onde o grupo está presente. Destaca-se o Brasil onde as receitas ascenderão este ano a 140 milhões de euros brutos e Angola de onde são esperadas vir receitas de 13 milhões de euros, equivalente a 5%.

Estas receitas são “pro-forma”, ou seja ajustadas às muitas aquisições que entretanto vão fazendo, explicou a administração da MDS. “A ambição é sempre crescer a dois dígitos”, disse a MDS, referindo-se ao crescimento orgânico. Mas também apostam no crescimento inorgânico, ou seja, por fusões e aquisições, e o grupo MDS é dos mais ativos em M&A.

O Grupo MDS, liderado por José Manuel Fonseca (CEO Global do Grupo MDS e Presidente e CEO da Brokerslink), é uma multinacional portuguesa líder na corretagem de seguros, de resseguros e consultoria de riscos, com presença em vários continentes e capacidade de operação global– e que é um Lloyd’s broker, o único de origem portuguesa, com acesso direto ao mercado de seguros mais importante do mundo (o britânico).

Os prémios de seguros geridos pelo grupo MDS, em 2025, deverão ascender a mais de 3 mil milhões de euros, multiplicando assim por três os prémios obtidos em 2022. Porquê 2022? Porque foi nesse ano que a MDS, que nasceu no grupo Sonae pelas mãos do fundador Belmiro de Azevedo, foi comprada pela Ardonagh, um grupo de corretagem de seguros britânico que é um dos maiores do mundo e que é especializado em soluções de seguros e gestão de riscos.

Apesar de terem sido vendidos a um grupo internacional, a MDS ainda tem a Sonae como cliente, explicou José Manuel Fonseca.

Desde de 2022 que a Ardonagh passou a ser a dona da empresa-mãe da corretora portuguesa MDS, o que lhe permitiu tendo expandir a sua presença para países como Portugal, Brasil e África.

Outro dado revelado refere-se ao número de trabalhadores que em todo o grupo MDS ascende a 2.500, dos quais 500 em Portugal. A média de idades do quadro de pessoal é de 43 anos.

A MDS Portugal é um corretor de seguros líder no mercado português e um consultor global de gestão de riscos, atuando em todos os ramos de seguros. Tem como CEO Ricardo Pinto dos Santos.

Os prémios de seguros da MDS Portugal ascendem a 500 milhões de euros explicou o CEO do grupo. “Estamos no top 5 das seguradoras em Portugal”, acrescentou.

No ranking dos corretores de seguros estão em Número Um em Portugal em prémios, com uma produção em 2024 de 61,36 milhões de euros. O segundo do ranking é a Sabseg com prémios de 43,98 milhões de euros. Depois surge a AON com 30,58 milhões, a Marsh com 27,35 milhões, a Verlingue com 18,37 milhões, a WTW com 15,21 milhões e e Villas Boas ACP com 12,18 milhões.

A empresa que detém a MDS, o grupo Ardonagh, gere prémios de seguros no valor de 18 mil milhões de euros e as receitas em 2024 ascendem a 2,5 mil milhões de euros. Só para se ter uma ideia da dimensão.

O Grupo MDS opera sob uma holding MDS SGPS que consolida as demonstrações financeiras de todas as suas subsidiárias. O grupo tem a MDS Portugal; a MDS Brasil; a MDS Angola; a MDS Moçambique; a MDS Chile; e a MDS Espanha.

Desde que foi comprado 100% pela Ardonagh Global Partners (AGP), o grupo MDS não pára de crescer por aquisições. Em 2022 e 2023 fez 11 aquisições (4 no Brasil, 4 em Portugal, uma no Chile, uma nos EUA, e uma no Chipre). Em 2024 fez 13 aquisições, quatro no Brasil e 9 em Portugal, e este ano já fez 5 aquisições no Brasil, 4 em Espanha, 7 em Portugal e uma na Suíça). Somam 41 aquisições, para o qual investiram 400 milhões de euros. Mas prometem não ficar por aí.

Aguardam a autorização dos reguladores para a compra da Seguramos em Portugal e mais se seguirão, de várias dimensões, a maioria de pequena dimensão.

O grupo MDS tem alocado pelo menos 100 milhões de euros para aquisições em 2026. A estratégia de expansão segue a proximidade dos mercados onde estão presentes. As três grandes regiões são Europa, África e América Latina.

“Somos muito mais do que um broker”, disse o CEO do grupo MDS referindo-se ao facto de ser um grupo com empresas diversificadas. Têm a corretagem de seguros (onde são líderes de mercado em Portugal e Angola); a consultoria de risco através da RCG (Risk Consulting Group) que opera em mais de 50 países. Depois têm a MDS Re, que é uma resseguradora que tem como clientes as seguradoras, e tanto cobrem riscos simples das seguradoras, como riscos complexos).

Depois têm uma seguradora cativa, com sede em Malta, a Highdome, que responde à procura de soluções de transferência de risco em empresas estruturadas em células, as  PCC – Protected cell companies.  Protected Cell Company (PCC), ou Companhia de Célula Protegida, é uma estrutura corporativa que, embora seja uma entidade legal única, permite a criação de múltiplos departamentos ou “células” independentes. O principal objetivo é a segregação de ativos e responsabilidades de cada célula do núcleo da empresa e das outras células. Cada “célula” funciona como uma unidade de negócio separada, com os seus próprios ativos, passivos. O elemento chave é a proteção legal. Os credores de uma célula só podem reclamar os ativos dessa célula específica.

Acresce ainda a Solutions 360 que é uma consultora especializada em tecnologia.

O grupo MDS tem a vantagens de “navegar num oceano que se chama Brokerslink, a rede mundial de corretores que é liderada por nós, e que está em cerca de 140 países“, disse José Manuel Fonseca.

A Brokerslink é uma empresa que tem uma rede mundial de brokers e de empresas especializadas em risco, foi fundada em 2004 e tem sede na Suíça, mas a sua criação e história estão fortemente ligadas à MDS de Portugal. Começou como uma rede global informal de corretores de seguros independentes e transformou-se numa empresa de corretagem global. A sua rede está presente em mais de 140 países.

O Grupo MDS tem 13,5% da Brokerslink e a Ardonagh tem cerca de 30% deste rede de brokers global, revelou José Manuel Fonseca.

 

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