AEBA celebra 25 anos com gala na Fábrica Santo Thyrso: um quarto de século de cooperação e visão empresarial

Na Fábrica Santo Thyrso, o som dos aplausos misturou-se com o burburinho das conversas entre empresários, autarcas e representantes de instituições públicas. A Associação Empresarial do Baixo Ave (AEBA) celebrou 25 anos de existência com uma gala que reuniu várias gerações de empreendedores, numa homenagem à persistência, à inovação e ao espírito de cooperação que têm marcado a região.

AEBA celebra 25 anos com gala na Fábrica Santo Thyrso: um quarto de século de cooperação e visão empresarial
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O evento destacou o percurso da associação e o seu papel no desenvolvimento económico do território, num ambiente de celebração e reconhecimento. A cerimónia incluiu a inauguração da exposição comemorativa “AEBA 25 Anos” e a apresentação da peça escultórica “Visão do Empresário do Baixo Ave para o Mundo”, instalada na rotunda de acesso à Zona Industrial de Fontiscos, um gesto simbólico de homenagem aos fundadores e de projeção para o futuro.

“Portugal precisa de olhar com mais atenção e respeito para os territórios que já provaram a sua capacidade de criar valor.” A frase do presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Alberto Costa, marcaria o arranque da Gala, na qual o autarca destacou a importância do tecido empresarial da região e a cooperação com os municípios vizinhos. “As empresas do Baixo Ave são o reflexo de uma economia que acredita no valor do trabalho, na força da inovação e na importância da colaboração”, disse. E concluiu com uma nota de ambição: “Celebrar a AEBA é celebrar Santo Tirso, um território que acredita nas suas capacidades, que enfrenta desafios com determinação e que olha o futuro com confiança”.

Resiliência do movimento associativo

No evento, o presidente da Direção da AEBA, José António Azevedo, evocou as origens do projeto e a resiliência do movimento associativo. “A AEBA nunca foi uma associação estática. Foi sempre um movimento vivo, que se reinventa, que se adapta e que aprende com os desafios”, afirmou. O dirigente destacou igualmente o papel dos empresários “que arriscam, criam valor, geram riqueza e emprego, mesmo quando mudam as regras do jogo”, e definiu três eixos para o futuro: “Estratégia, cooperação e inovação”.

No momento seguinte, Luís Portela, presidente da Comissão AEBA 25 Anos, recuperou a memória dos fundadores e sublinhou o espírito que esteve na origem da associação. Recordou que “o propósito de constituir uma associação regional foi sempre o de unir vontades em torno de uma economia plural e sustentável”, e elogiou o trabalho desenvolvido ao longo do ano de comemorações, “em conferências, iniciativas públicas e homenagens que reforçam o sentido de pertença do Baixo Ave”.

O fundador e presidente da Assembleia Geral, Manuel Fernandes, traçou a linha do tempo da AEBA desde o dia 12 de abril de 2000, data formal de constituição, até ao presente. “A AEBA resultou da vontade de empresários que perceberam que o nosso partido é o partido da economia, do desenvolvimento e das famílias”, recordou, acrescentando que “o associativismo empresarial significa amor a uma causa, partilha, cooperação e altruísmo”. O fundador deixou ainda uma mensagem de alerta para o futuro: “Temos de vigiar a nossa visão estratégica. Muitas vezes, desconfia-se dos empresários, mas quando há confiança e políticas públicas ajustadas, o crescimento multiplica-se”.

Um dos momentos mais aplaudidos da noite foi a entrega do Prémio Inovação AEBA 25 Anos, que distinguiu a Leica – Aparelhos Ópticos de Precisão, S.A. como vencedora, e atribuiu menções honrosas à Metalogalva – Irmãos Silvas, S.A., A Eléctrica, Lda., Continental Mabor – Indústria de Pneus, S.A. e Foodintech, Lda.

O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, que marcou presença no evento, elogiou igualmente o contributo do tecido empresarial local e sublinhou o papel da inovação na competitividade do país. “Os empresários desta região são figuras transformadoras da nossa sociedade e da nossa economia”, afirmou. O governante defendeu a necessidade de reformar as instituições “para que as empresas consigam desenvolver a sua atividade num contexto mais favorável” e apelou a uma maior aproximação entre universidades, centros de investigação e empresas: “Precisamos de maior ligação entre laboratórios e fábricas, e de ter a capacidade de escolher onde queremos fazer as nossas apostas”.

AEBA pertence à Ordem do Infante

A cerimónia culminou com a mensagem do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, gravada no Palácio de Belém. “O vosso empreendedorismo e a vitalidade económica e social do Baixo Ave foram triunfantes. Superaram crises, pandemias e desafios, sempre com capacidade de inovação e de projeção para o futuro”, afirmou o Chefe de Estado, que anunciou a condecoração da AEBA com o título de Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique. “O Infante representa a projeção cultural no mundo, a criação e a exportação, representa a vossa excelência ao nível do melhor do mundo”, sublinhou Marcelo Rebelo de Sousa.

A gala contou ainda com a atuação da fadista Cuca Roseta, numa noite que celebrou o passado e projetou o futuro da associação. “Celebrar a AEBA é celebrar o Baixo Ave”, sintetizou José António Azevedo. “É celebrar um território que acredita nas suas capacidades, que enfrenta desafios com determinação e que olha o futuro com confiança”.

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Este conteúdo foi produzido em parceria com a AEBA.

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