A candidatura liderada pelo histórico partido PAIGC da Guiné-Bissau às eleições gerais de 23 de novembro foi rejeitada pelo tribunal, numa decisão a que a Lusa teve hoje acesso.
O tribunal alega a impossibilidade de prazos para apreciar a candidatura que tem como protagonista Domingos Simões Pereira, que se propõe voltar a disputar a presidência da República com o atual chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló, para quem perdeu as eleições de 2019.
“É o absurdo a transformar-se em normal no nosso país”, disse à Lusa Domingos Simões Pereira, em reação à decisão judicial que afasta, pela primeira vez, das eleições o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) que lidera a coligação PAI-Terra Ranka, a signatária da candidatura rejeitada.
A Plataforma Aliança Inclusiva (PAI) – Terra Ranka , composta por cinco partidos, foi a vencedora com maioria absoluta das legislativas de junho de 2023 e foi afastada do poder em dezembro do mesmo ano, quando o Presidente Embaló dissolveu o parlamento presidido por Domingos Simões Pereira.
O chefe de Estado nomeou um Governo de iniciativa presidencial e passados quase dois anos estão marcadas eleições gerais, presidenciais e legislativas para 23 de novembro.
O prazo de entrega das candidaturas termina nesta quinta-feira e candidatura considerada na Guiné-Bissau a principal adversária do atual presidente foi indeferida pelo Supremo Tribunal de Justiça, que no país tens competência constitucional, num despacho datado de 23 de setembro.