Lisboa “enche balde furado” com mais incentivos aos transportes públicos

Mais de 400 mil carros entraram e saíram da capital no ano passado apesar dos passes mensais a 40 euros e das viagens grátis para os mais jovens. Tirar automóveis da cidade depende de menos incentivos ao estacionamento e de mais corredores só para transportes públicos.

Lisboa “enche balde furado” com mais incentivos aos transportes públicos
transporte-autocarro

Pagam-me o passe no trabalho e mesmo assim não o tenho usado.” Andreia Carrilho, 34 anos, mora em Lourel, encostada a Sintra, e trabalha em Lisboa. Tem autocarros e comboio a menos de 10 minutos a pé de casa. Mas a viagem de transportes públicos demora mais meia-hora e é mais incerta do que a boleia do marido para ir buscar a filha à escola. Exemplos como este sucedem-se apesar das medidas tomadas nos últimos anos, como a introdução dos passes a 30 e 40 euros, a chegada da Carris Metropolitana e mesmo as viagens grátis para os menores de 23 anos. A herança pesada de uma cidade desenhada para o automóvel, a falta de restrições ao transporte sobre rodas e as casas cada vez mais longe de Lisboa justificam a tendência. Os dois principais candidatos à autarquia da capital apostam em mais medidas para estimular a procura.

Conteúdo reservado a assinantes. Leia a versão completa aqui. Edição do Jornal Económico de 19 de setembro.

Relacionado

Renfe prepara entrada em Portugal após dificuldades em França

Renfe prepara entrada em Portugal após dificuldades em França

Teresa Cotrim18 Ago
A Renfe prepara a entrada no mercado português de alta velocidade, após ter encontrado dificuldades na concretização dos seus planos de expansão em França. A operadora ferroviária espanhola já iniciou o processo de homologação do material circulante que poderá utilizar em Portugal, numa estratégia que coloca o mercado português entre as prioridades da sua expansão internacional.