Faturação das empresas de retalho de produtos óticos cresceu 7% em 2024 e atingiu os 850 milhões de euros

Em maio de 2025 existiam 2.290 óticas em atividade em Portugal, das quais mais de metade estavam concentradas nos distritos de Lisboa, Porto, Braga e Aveiro, avança a Informa D&B.

Faturação das empresas de retalho de produtos óticos cresceu 7% em 2024 e atingiu os 850 milhões de euros
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O volume de negócios do setor retalhista de produtos óticos atingiu os 850 milhões de euros em 2024, valor que representa um crescimento de 6,9% face ao ano anterior.

Segundo a análise da Informa D&B, a faturação das empresas que estão integradas nas grandes cadeias de retalho corresponde a 97% do total, ou seja, a cerca de 826 milhões de euros.

“O envelhecimento da população e o uso cada vez mais generalizado de dispositivos eletrónicos continuarão a fazer aumentar a necessidade de utilização de meios compensadores da visão a curto e médio prazo. Contudo, um crescimento mais reduzido dos preços e um contexto macroeconómico menos favorável levarão a um abrandamento do ritmo de crescimento da faturação deste setor”, salienta a Informa D&B.

Ainda em 2024, o valor das importações portugueses de produtos óticos aumentou 19%, situando-se nos 295 milhões de euros.

Os principais países de origem foram a Itália, com um peso de 24% no total, França (18%), Espanha (14%), Alemanha (14%), Países Baixos (9%) e China (8%). As importações provenientes de Itália são, na sua maioria, de óculos de sol e armações, enquanto entre os produtos importados de França, Espanha e Alemanha predominam as lentes oftálmicas e de contacto.

Em maio de 2025 existiam 2.290 óticas em atividade em Portugal, das quais mais de metade estavam concentradas nos distritos de Lisboa, Porto, Braga e Aveiro, avança a Informa D&B.

“O aumento da concorrência nos últimos anos conduziu à realização de promoções e descontos mais agressivos por parte dos operadores, com o objetivo de manterem as vendas”, destaca a empresa de base de dados.

“Esta tendência teve como consequência o desaparecimento de estabelecimentos independentes, a maioria de tipo familiar, incapazes de sobreviver num cenário de intensa rivalidade e pressão sobre as margens”, acrescenta.

Neste contexto, a oferta do setor está cada vez mais concentrada e, em 2024, as cinco principais cadeias detinham uma quota de mercado conjunta próxima dos 55%, percentagem que ronda os 74% quando se consideram as dez principais, conclui.

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Maria Teixeira Alves2 Jul
De acordo com uma estimativa da Informa D&B sobre o setor, a faturação agregada de 38 das principais empresas de compra e venda de automóveis usados deverá ter crescido a um ritmo inferior em 2025 comparativamente a 2024. Em 2024, a faturação destas operadoras alcançou os 805 milhões de euros, o que representou um aumento de 13,5% face a 2023 e uma melhoria na rentabilidade do negócio.