“Digitalização? Formação e literacia devem ser prioridades”, destaca especialista da Abreu Advogados

Evento do JE debateu esta quarta-feira os desafios das empresas no contexto da Inteligência Artificial e da cibersegurança. Ricardo Henriques abordou o quadro regulatório, considera que está a ser feito um caminho sólido mas adverte para os desafios que se colocam.

“Digitalização? Formação e literacia devem ser prioridades”, destaca especialista da Abreu Advogados
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A formação e a literacia devem ser pedras de toque na resposta da sociedade como um todo, e das empresas em particular, relativamente aos grandes desafios que se colocam face à digitalização. Esta reflexão foi deixada por Ricardo Henriques, Sócio e Cocoordenador da Área de Prática de Propriedade Intelectual e Tecnologias de Informação da Abreu Advogados, no evento que o JE organizou esta quarta-feira, em Lisboa, e que discutiu a Inteligência Artificial e a Cibersegurança.

O encontro Special Report – IA e Cibersegurança, no Hotel Intercontinental Lisboa, reúne em Lisboa, esta quarta-feira, especialistas de várias áreas para debater os impactos da inteligência artificial e os desafios emergentes da segurança digital. O debate cruza perspetivas tecnológicas, regulatórias e de gestão, com o objetivo de perceber se as empresas estão verdadeiramente conscientes dos riscos e preparadas para responder a esta nova realidade.

Questionado sobre a grande pressão que se coloca às cadeias de valor, em torno do tema das certificações, este advogado da Abreu Advogados realçou que, face à realidade da digitalização que se vive na economia e na sociedade, “todo o enquadramento regulatório da UE é uma resposta a essa mudança que temos assistido, tanto no AI Act como na Cloud Act”.

“Temos muita legislação nova de que as empresas têm que ter consciência, não só os colaboradores como a própria gestão, ou seja, uma maior responsabilização dos gestores. A formação e a literacia devem ser prioridades, assim como a definição de estratégias e perfil de risco. Há necessidade de definir a abrangência a determinadas regras e quais as regras a definir”, realçou.

Ricardo Henriques lamentou que “até a UE não esteja harmonizada em termos de regras” mas colocou uma tónica positiva no futuro: “Está a ser feito esse caminho”. E desafios? “A localização dos dados é claramente um desafio adicional e com um custo implícito para as empresas”, advertiu.
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