PJ não encontrou indícios de crime nas obras em casa de Montenegro

A investigação não terá permitido concluir a existência de alegados benefícios fiscais ilegais. Cabe ao Ministério Público decidir se vai ou não arquivar o processo.

PJ não encontrou indícios de crime nas obras em casa de Montenegro
Luís Montenegro

A PJ do Porto não terá encontrado provas da existência de um crime na investigação que incidiu sobre as obras na casa de Luís Montenegro, em Espinho, segundo relata o “NOW”.

Em causa estão possíveis benefícios fiscais alegadamente obtidos de forma ilegal pelo primeiro-ministro, na sequência de uma denúncia anónima. De acordo com o denunciante, o primeiro-ministro teria descrito as obras como sendo de reabilitação urbana, ao invés de nova construção, o que significa que a taxa de IVA se ficaria pelos 6%, em vez da taxa de 23% aplicada a novas construções.

A decisão de arquivar ou não o processo fica agora nas mãos do Ministério Público. Por enquanto, o mesmo ainda não tomou uma decisão.

 

Artigo atualizado às 21h30

Relacionado

Montenegro quer “eliminar as desigualdades” na educação e critica antiga governação do PS. “Gavetas estavam cheias de coisas para fazer”

Montenegro quer “eliminar as desigualdades” na educação e critica antiga governação do PS. “Gavetas estavam cheias de coisas para fazer”

Rodolfo Alexandre Reis30 Ago
O primeiro-ministro deixou várias críticas aos oito anos de executivo socialista, salientando que o seu Governo herdou um sistema educacional marcado por "problemas antigos e decisões adiadas", dando como a falta de professores e alunos sem aulas durante longos períodos. "Nos anos que nos antecederam nada disto teve solução, porque é sempre mais fácil deixar tudo como está", afirmou no discurso de encerramento da Universidade de Verão do PSD.
Montenegro encerra Universidade de Verão do PSD com moção à vista para Governo

Montenegro encerra Universidade de Verão do PSD com moção à vista para Governo

A intervenção do presidente do PSD funciona, habitualmente, como a segunda 'rentrée' do partido, depois da Festa do Pontal, no Algarve, na qual anunciou este ano a reentrada do Estado no capital da REN e criticou o que chamou de "censura moderna", lamentado que os portugueses só conheçam as polémicas e incidentes e o mais importante fique "escondido em notas de rodapé".