Moeda digital do Telegram cai mais de 20% após detenção do CEO

O CEO do Telegram, Pavel Durov, foi detido ao início da noite de sábado, no aeroporto de Paris-Le Bourget, levando a moeda digital associada à aplicação a cair mais de 20%.

Moeda digital do Telegram cai mais de 20% após detenção do CEO
Telegram

A Toncoin, a moeda digital associada à aplicação Telegram, caiu mais de 20% depois de ter sido avançado que o seu fundador e CEO Pavel Durov, foi detido em França ao início da noite de sábado.

A The Open Network (TON), que está disponível para os 900 milhões de utilizadores mensais do Telegram, seguia há pouco nos 5,66 dólares, caindo cerca de 16% face aos cerca de 6,8 dólares em que negociava no sábado.

No entanto, o token já caiu mais. Chegou a perder cerca de 21% depois de ter sido avançado pelo canal francês TF1 que o CEO foi detido pelas autoridades quando saía do seu jato privado – vindo do Azerbaijão –  na pista do aeroporto de Paris-Le Bourget.

O nome do CEO do Telegram fazia parte da da lista de pessoas procuradas, sendo alvo de um mandado de busca francês emitido no âmbito de numa investigação preliminar. A justiça considera cúmplice de tráfico de droga, de crimes de pedofilia e de fraude.

Um dos investigadores do caso fez saber que o CEO do Telegram “acabará definitivamente em prisão preventiva”, de acordo com o canal francês. A empresa já reagiu, afirmando que Pavel Durov “não tem nada a esconder”.

Relacionado

CEO do Telegram detido em França

CEO do Telegram detido em França

Inês Amado25 Ago
Pavel Durov integrava a lista de pessoas procuradas FPR (Fichier des personnes recherchées) pelas autoridades francesas, sendo alvo de um mandado de busca emitido pelo Departamento Nacional de Investigação Criminal, no âmbito de numa investigação preliminar.
Rússia acusa fundador do Telegram de cumplicidade com o terrorismo

Rússia acusa fundador do Telegram de cumplicidade com o terrorismo

O Serviço Federal de Segurança acusou a administração do Telegram de não remover "numerosos canais, ‘chats’ e ‘bots’" que são "utilizados ativamente por agências de informações ucranianas, organizações terroristas e extremistas para preparar e coordenar atos de sabotagem e terrorismo, assassinatos em massa e fraudes cibernéticas" na Rússia, o que resultou em "numerosas vítimas humanas".