O Novobanco anunciou em comunicado a subida do rating para Investment Grade pela Fitch. O que o põe no mesmo nível do rating do maior banco privado português, o BCP:
“A Fitch Ratings Ltd atribuiu ao Novobanco, uma classificação de rating de Investment Grade, com Long-Term Issuer Default Rating (IDR) de ‘BBB-‘ com Outlook Estável. A Fitch atribuiu também um Viability Rating (VR) de ‘bbb-‘”, revelou o banco em comunicado.
A ação de rating anunciada hoje reflete o “progresso do modelo de negócio do Novobanco suportado pelos segmentos de retalho e empresas em Portugal”, com o “perfil de risco do banco a apresentar melhorias significativas desde a venda à Lone Star”, segundo a Fitch.
Adicionalmente ao “progresso do modelo de negócios do banco”, a notação de rating reflete também “uma melhoria significativa na qualidade dos ativos”, uns “níveis de rentabilidade que comparam favoravelmente com os pares”, uma melhoria significativa dos buffers de capital em 2023 e o “estável financiamento, juntamente com liquidez adequada”.
A 28 de abril de 2023, o Novobanco anunciou o objetivo de atingir a notação de Investment Grade a médio-prazo.
“O rating anunciado hoje é um marco relevante para o Novobanco, e confirma a trajetória positiva do perfil de crédito do banco, atingindo antecipadamente a notação de Investment Grade”, diz o banco liderado por Mark Bourke.
A Fitch aponta a melhoria do perfil de risco do Novobanco desde que o banco foi adquirido por um investidor de capital privado Lone Star, em 2017, traduzido na sua significativa diminuição da apetência por empréstimos de maior risco. O
Novobanco tem uma percentagem ligeiramente superior de crédito a PME e empresas face aos seus pares portugueses, “mas consideramos os padrões de concessão de crédito adequados e alinhados com os padrões do mercado. A gestão dos riscos de taxa de juro é boa, estando o banco bem posicionado para absorver taxas de juro mais baixas”, escreve a Fitch.
O banco tem maiores activos problemáticos do que os seus pares, avança a agência de rating que lembra que o rácio de empréstimos com imparidade do Novobanco caiu para 4,7% no final de Setembro de 2023, face a 32% no final de 2017. “Esta melhoria foi apoiada pelo Acordo de Capital Contingente com o Fundo de Resolução português, pela gestão ativa dos créditos de cobrança duvidosa herdados e pela boa subscrição de novos empréstimos. O rácio de ativos problemáticos legados do Novo Banco, incluindo empréstimos em Stage 3 e ativos imobiliários executados, diminuiu para 6,8% no final de setembro de 2023 em termos líquidos, face a cerca de 10% no final de 2021, mas ainda é superior ao da maioria dos pares portugueses”.
(atualizada)