O Juntos pelo Povo (JPP) vai solicitar junto da Comissão de Ambiente, Clima, e Recursos Humanos, da Assembleia Legislativa da Madeira, quatro audições para esclarecer o negócio do teleférico entre o Curral das Freiras e o Jardim da Serra.
“O JPP teve de recorrer novamente à justiça, para que a população tenha acesso a todas as partes do procedimento, nomeadamente ao estudo de viabilidade económico-financeira e às propostas entregues pela empresa”, disse o líder da força partidária, Élvio Sousa.
O partido solicitou as seguintes audições: Secretaria Regional da Agricultura e Ambiente, direção do Instituto de Florestas e Conservação da Natureza, ICFN, à empresa de Contabilidade Opção Divina, LTD – autora do Estudo de Viabilidade Económico e Financeira do Teleférico e Parque Aventura do Curral da Freiras e a empresa Inspire Capital Atlantic.
“Recordamos que a contrário de que o Governo afirmou, haverá investimento público neste projeto, e ainda sem quantificação divulgada, pois a Quinta Vigia [residência do presidente do executivo madeirense] ainda não respondeu ao pedido de informação. Uma situação que vem adensar a natureza pouco transparente do processo e as evidências de que as finanças da Região serão altamente lesadas”, acrescentou Élvio Sousa.
O líder do partido salientou que neste tipo de concessões o retorno do investimento acontece normalmente nos primeiros 20 anos de exploração.
“A concessão a 60 anos penaliza as gerações futuras, favorecendo uma minoria. A exploração do teleférico prevê pagar à Região apenas dois mil euros mensais, 24 mil euros ao ano nos primeiros 10 anos de exploração, um valor muito baixo, quando comparada com os 5,2 milhões euros de receitas anuais apontadas pelo estudo. Uma concessão a 60 anos com estes valores como referência (muito conservadores diga-se) significa uma receita global de 312 milhões de euros”, acrescentou o líder da força partidária.