“Será necessário acontecer uma tragédia?”. SPAC alerta para falta de recursos no transporte de doentes por helicóptero

O transporte de doentes críticos por helicóptero possibilita a prestação de cuidados de saúde de forma mais rápida, mas está limitado desde o início do ano. O SPAC questiona se "será necessário acontecer uma tragédia".

“Será necessário acontecer uma tragédia?”. SPAC alerta para falta de recursos no transporte de doentes por helicóptero
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O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) alerta para a escassez de recursos para o transporte de doentes críticos por helicóptero e questiona se “será necessário acontecer uma tragédia, para se ter de apurar responsabilidades desta ausência de socorro aos portugueses”.

Em comunicado, a organização sindical aponta para as limitações ao nível da assistência médica, que já resultaram na recusa do transporte de um doente crítico, logo na segunda-feira, dia 1 de janeiro, impossibilitando a prestação de ajuda médica de forma mais célere.

O SPAC sublinha que o único helicóptero a operar H12 (turnos de 12 horas, apenas de dia), desde ontem, é o que está baseado em Viseu, ao contrário da informação que tinha sido avançada pelo Presidente do INEM, e defendida pelo Ministro da Saúde. De acordo com ambos, o dispositivo do INEM iria contar com dois helicópteros H24 (turnos de 24 horas) e outros dois H12.

Em simultâneo, o helicóptero baseado em Évora, anunciado como um dos que iria operar H12, continua a operar H24 e assim se deverá manter até 3 de janeiro, segundo apurou o SPAC.

Ao mesmo tempo que sublinha estas problemáticas, o sindicato lembra que “continuam por explicar os contornos exatos e por apurar responsabilidades sobre o contrato de ajuste direto” assinado entre o Estado e a Avincis, “para a operação dos helicópteros do INEM para serviços de Emergência Médica, no primeiro semestre de 2024”.

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