PS: Daniel Adrião assume a derrota e diz ter ficado “aquém do que desejava”

O candidato a secretário-geral do PS, justifica ainda assim o desfecho das eleições internas com um ambiente muito próprio que "afunilou" o debate na escolha do candidato a primeiro-ministro.

PS: Daniel Adrião assume a derrota e diz ter ficado “aquém do que desejava”
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Daniel Adrião, candidato à liderança do Partido Socialista, assumiu a derrota esta noite, em Lisboa, a poucos minutos do fecho das urnas para as eleições internas do PS.

O candidato derrotado, sublinha no entanto que sai prejudicado porque “as eleições aconteceram num ambiente muito especial, muito particular”, referindo-se às legislativas marcadas para 10 de março, que, na óptica de Daniel Adrião, condicionaram o debate interno porque “o afunilou na escolha do candidato a primeiro-ministro”.

“Não houve, portanto, oportunidade de fazer um debate mais alargado, sobre as políticas do Partido Socialista para o país e sobre o modelo de organização e funcionamento interno do partido”, sublinhou.

Confessa que “este não é um bom resultado, pois assume ter ficado “aquém do que desejava”.  No entanto, realça que “o maior objetivo não era conquistar o maior número de votos mas sim congregar o maior número de vontades, em nome de um projeto transformacional para o país”.

“Eu bati-me sobretudo por ideias, pela possibilidade dos militantes poderem escolher os seus candidatos a deputados, pela possibilidade dos cidadãos poderem eleger diretamente os seus deputados”, salientou acrescentando que são questões que estão já a ser “apropriadas pelo partidos e pelos outros dois candidatos”.

“São ideias que vão ficar para além desta disputa interna e vão fazer o seu caminho para além deste congresso”, concluiu Daniel Adrião.

O nome do novo líder dos socialistas vai ser anunciado esta noite. Neste momento, e de acordo com os resultados parciais, Pedro Nuno Santos recolhe mais de 64% dos votos, José Luís Carneiro conta com 36% e Daniel Adrião surge no último lugar com menos de 1%.

 

 

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