As exportações e as importações de bens caíram, respetivamente, 8,2% e 13% em setembro em relação aos valores de 2022, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE).
A influenciar a variação está, justifica o gabinete de estatísticas, a quebra de 9,3% e 14,9%, pela mesma ordem, das exportações e importações dos fornecimentos industriais, bem como o tombo de 27% nas importações dos combustíveis e lubrificantes, “refletindo a descida dos preços destes produtos no mercado internacional (-20,8%)”.
“Excluindo Combustíveis e lubrificantes, os decréscimos foram ligeiramente menos expressivos quando comparados com a variação total, -8,0% nas exportações e -10,5% nas importações (-5,3% e -6,7%, respetivamente, em agosto de 2023)”, acrescenta o INE no boletim mensal com estatísticas do comércio internacional.
Por outro lado, na variação em cadeia, o INE dá conta de subidas de 18,1% e 9,9% no mês em análise. Em agosto, as exportações e as importações tinham caído 16,9% e 10,6%, respetivamente.
No que diz respeito ao défice da balança comercial em setembro, o INE aponta para uma quebra homóloga de 706 milhões de euros para 2.171 milhões de euros; em relação a agosto, verificou-se uma diminuição de 203 milhões de euros.
“De março a setembro deste ano, apenas em maio se observou um agravamento do défice face ao período homólogo do ano anterior”, nota o INE.
“Os combustíveis e lubrificantes, representaram 32,3% do défice da balança comercial em setembro (26,4% em agosto de 2023; 36,7% em setembro de 2022), pelo que o saldo da balança comercial expurgado do efeito destes produtos totalizou -1 470 milhões de euros em setembro de 2023, o que corresponde a uma diminuição do défice de 352 milhões de euros face a setembro do ano anterior e uma diminuição de 277 milhões de euros em relação ao mês anterior”, é detalhado no mesmo boletim.
Passando às grandes categorias de bens, o INE reporta quebras nos dois fluxos em relação a setembro do ano passado, destacando quebras nas exportações de fornecimentos industriais (-9,3%), sobretudo de pastas celulósicas e papel, de plásticos e borrachas, e de máquinas e outros bens de capital (-11,5%)”, principalmente Máquinas e aparelhos com destino a Espanha” em relação a setembro do ano passado.
“Nas importações, salientam-se os decréscimos de fornecimentos industriais(-14,9%), nomeadamente de produtos químicos, e dos Combustíveis e lubrificantes (-27,0%), neste caso, refletindo a descida dos preços destes produtos no mercado internacional (-20,8%), principalmente do Gás natural e Óleos brutos de petróleo”, acrescenta a mesma nota de informação estatística.
O INE dá conta de que, em setembro de 2023, as transações com Espanha caíram: 10,8% nas exportações e 6,8% nas importações, uma tendências mais notória nos fornecimentos industriais.