Aeroporto. “Estou otimista porque temia chegar ao fim do mandato sem ver a primeira pedra”, afirma Marcelo

O Presidente da República assumiu ainda a vontade de ver colocadas "algumas pedras" consoante a decisão que for anunciada no final do ano. "Também só faltam três meses. A minha dúvida é saber quais de nós ainda seremos vivos no momento em que é completado todo o processo", referiu.

Aeroporto. “Estou otimista porque temia chegar ao fim do mandato sem ver a primeira pedra”, afirma Marcelo
Marcelo Rebelo de Sousa

Marcelo Rebelo de Sousa assume estar confiante sobre o avanço do novo aeroporto, cuja decisão da sua localização será conhecida até ao final deste ano. “Estou otimista porque temia chegar ao fim do mandato sem ver a primeira pedra do aeroporto. Agora espero ver algumas pedras consoante aquilo que for anunciado no final do ano”, afirmou o Presidente da República no discurso de encerramento da conferência do Dia Mundial do Turismo que decorreu no Palácio de Congressos do Algarve esta quarta-feira, 27 de setembro.

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O Chefe de Estado salientou que agora que a decisão do novo aeroporto está nas mãos dos técnicos é de esperar que estes “não se convertam em políticos e não venham ter as dúvidas existenciais que os políticos tiveram de evitar, entregando o assunto aos técnicos”, referiu, acrescentando numa nota de humor que também só faltam três meses para ser conhecida a decisão. “A minha dúvida é saber quais de nós ainda seremos vivos no momento em que é completado todo o processo”, realçou.

No que ao tema do turismo diz respeito, Marcelo Rebelo de Sousa destacou o papel que o sector tem vindo a fazer em momentos de adversidade económica e social no país ao mesmo tempo que teve de se adaptar sobre verdadeiras revoluções que a sustentabilidade implica.

“O turismo tem sido um fator de coesão nacional e, em momentos dramáticos, um dos principais motores da nossa economia. Aconteceu isso no período da troika e nas várias vagas da pandemia, mas voltou a acontecer quando começou a guerra. O turismo não falhou enquanto capacidade dos empresários e trabalhadores e enquanto resposta rápida na recuperação da economia portuguesa”, salientou.

Para Marcelo Rebelo de Sousa a coesão social é um problema nacional e que tem sido difícil de resolver em 50 anos de democracia, pelo facto de ter como herança da ditadura um atraso na saúde, na educação, e rendimentos pessoais. “É um fardo muito pesado que nos persegue quando há uma crise. Tudo isto aumenta as desigualdades sociais”, realçou.

O Presidente da República deixou também um alerta para o momento muito sensível que vivem a economia e sociedade portuguesa. “Não é apenas a aproximação de um ciclo de dois mandatos presenciais, mas também do fim de um ciclo de uma legislatura. Há aqui um momento que coincide com a guerra que não terminou e uma crise internacional económica que não está solucionada”, sublinhou.

Como tal, o Chefe de Estado deixou um apelo ao sector do turismo, que considera ter uma cultura de diálogo, conhecimento mútuo e enriquecimento das pessoas, mas também porque tem uma adaptabilidade que se viu na pandemia e numa outra escala quando irrompeu a guerra. “Isso contribui para facilitar em termos de emprego e em parte de rendimentos a tarefa imensa da coesão social. Há zonas com problemas de densidade, de tecido económico e social onde fazer avançar o turismo é um desafio muito mais difícil”, afirmou.

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