Concurso para criação de escola de ciberdefesa recebe apenas duas propostas

O Diário de Notícias avança esta quinta-feira, 31 de agosto, que nenhuma das candidatas é conhecida no sector por possuir a qualificação pedida.

Concurso para criação de escola de ciberdefesa recebe apenas duas propostas
fraudes cibersegurança

O Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) recebeu até agora “apenas propostas de duas empresas” para a criação de uma escola de ciberdefesa, adianta esta quinta-feira, 31 de agosto, o Diário de Notícias (DN). O projeto deverá ser executado em sete anos.

Segundo a notícia, o concurso público internacional, no valor de 10,5 milhões de euros, que está a decorrer para a criação de uma escola de ciberdefesa no EMGFA exige aos candidatos experiência em operações de ciberguerra e que revelem dois governos para quem prestaram serviços.

O jornal adianta ainda que nenhuma das duas candidatas é conhecida no sector por possuir a qualificação pedida. “Uma das empresas que apresentou proposta é uma das maiores operadoras nacionais de telecomunicações, em relação à qual se desconhece experiência em ciberguerra”, escreve o DN. A outra, acrescenta, “uma corporação, apresenta-se no seu site como ‘líder do mercado’ tecnológico em Portugal, na área da cibersegurança. Esteve, no entanto, envolvida, pelo menos, num exercício de ciberguerra organizado pelo Exército, em 2021, como patrocinadora“.

Ainda de acordo o jornal, tiveram acesso ao caderno de encargos 11 empresas.

A escola de ciberdefesa, escreve ainda o DN, é “considerada prioritária pelo ministério da Defesa” e “está há quatro anos a ser preparada, mas com a mudança do CEMGFA voltou tudo à estaca zero”.

Relacionado