Dossier TAP: Resistindo às privatizações. PCP lança livro e apela à rutura com privados

Para os comunistas tem-se assistido "uma tragédia sustentada em anos e anos de brutal campanha ideológica visando atingir as empresas públicas".

Dossier TAP: Resistindo às privatizações. PCP lança livro e apela à rutura com privados
Paulo Raimundo PCP (1)

O PCP lançou um livro sobre a TAP e na apresentação o líder do partido, Paulo Raimundo, explicou que este é um “contributo do PCP não só para resistir à privatização da TAP, mas também uma clara denúncia da tragédia das privatizações em Portugal”.

Para os comunistas tem-se assistido a “uma tragédia sustentada em anos e anos de brutal campanha ideológica visando atingir as empresas públicas, procurando convencer os trabalhadores e o povo português de que aquilo que era seu, construído com o seu esforço e trabalho, deveria ser entregue às mãos do capital”.

Neste livro sobre a TAP, o PCP identifica quatro passos da privatização. “Primeiro, colocar no poder as forças políticas ao serviço desta opção; segundo, degradar a sua gestão, os serviços e a sua imagem junto da população, um passo importante para levar ao seguinte; terceiro, promessas infindáveis dos espectaculares resultados para a população caso a empresa A ou B fosse privatizada, mais concorrência, sempre menores preços e melhores serviços; e por fim o quarto e último passo, a entrega, a venda ao menor preço possível, sempre a dar a entender que quem compra ainda nos está a fazer um favor”, referiu Paulo Raimundo.

O PCP apontou que “seguindo estes passos ou até passando por cima deles, uma a uma, grandes empresas públicas foram sendo privatizadas pela mão, lá está, de Governos do PS, do PSD e CDS”.

“Empresas estratégicas e insubstituíveis, responsáveis pelo abastecimento e produção energética, pelas telecomunicações e correios, pelo sector bancário e segurador, pelas autoestradas ou aeroportos, entre tantas outras, foram sendo vendidas ou concessionadas”, lembraram os comunistas.

O PCP defende ser “preciso e urgente” a ruptura, “desde logo com o actual processo de privatizações – seja pela venda directa, concessões ou “parcerias público-privadas”.

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