O Goldman Sachs (GS) espera por mais três subidas das taxas de juro por parte do Banco Central Europeu (BCE). Cortes só lá para o final de 2024, a um ano e meio de distância.
“Dados os diferentes pontos de vista do conselho do BCE, olhamos para um compromisso onde o BCE sobe as taxas mais duas vezes para 4% (com subidas de 25 pontos base em julho e setembro) e sinaliza que permanece comprometida no aperto monetário”, começa por apontar o banco norte-americano numa nota hoje divulgada.
“Devido à persistente inflação subjacente e a dificuldade de sinalizar um período sustentado de taxas restritivas, contudo, o conselho pode acabar por aprovar um novo aumento no quarto trimestre”, acrescenta.
“Nesse caso, uma subida em dezembro parece mais provável, que pode permitir ao conselho abrandar o ritmo de aumentos para sinalizar determinação para entrar numa postura restritiva de forma sustentada. Continuamos confortáveis com a nossa previsão de só haver cortes na taxa do BCE no último trimestre de 2024”, pode-se ler na nota.
O BCE volta a reunir-se no dia 27 de julho para decidir sobre nova subida. O mais provável é uma nova subida de 25 pontos base, como já sinalizou a presidente do BCE Christine Lagarde.
A taxa diretora do BCE encontra-se atualmente nos 4% e a taxa de remuneração dos depósitos nos 3,5%.
A confirmar-se a subida de julho, será a nona subida consecutiva do banco central da zona euro, num aumento de 425 pontos base.
Recorde-se que Christine Lagarde prometeu na semana passada agir contra os aumentos de salários e das margens de lucro das empresas que estão entre as principais pressões inflacionistas, apesar de não ter dado detalhes sobre o que pretende fazer.