Farfetch diz que nova lei das startups leva as maiores empresas a saírem do país

A tecnológica para a indústria da moda de luxo, que emprega cerca de 6.700 pessoas em todo o mundo, acha “extremamente injusto” que as ‘scale-ups’ estejam a ser excluídas do diploma criado para acelerar o empreendedorismo.

Farfetch diz que nova lei das startups leva as maiores empresas a saírem do país
luís Teixeira Farfetch

O primeiro unicórnio de Portugal admite que a nova lei das startups possa ser inconstitucional e lamenta que pareça ter sido desenhada para levar as empresas a querer sair do país mal comecem a crescer. Luís Teixeira, Chief Operating Officer (COO) Farfetch, garante que as instituições ligadas ao empreendedorismo, como a Startup Portugal, estão conscientes da preocupação.

“A lei está feita para que as empresas, quando crescem, saiam de Portugal. Ninguém vai beneficiar dela”, atira o diretor operacional da Farfetch, em entrevista exclusiva ao Jornal Económico (JE) após a apresentação dos resultados trimestrais. “O próprio Presidente da República disse que a lei tem de ser mudada. Eu, enquanto responsável pela empresa em Portugal, assim o espero, porque da forma como está feita não representa ou não proporciona uma concorrência leal. Mais: poucas empresas em Portugal podem beneficiar da questão fiscal, porque é preciso que as ações tenham liquidez. As ações só vão ser líquidas quando chegarem a esta escala”, alerta.

Conteúdo reservado a assinantes. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor

Relacionado

Aprovada proposta de lei das ‘startups’ em Angola

Aprovada proposta de lei das ‘startups’ em Angola

Na apresentação da proposta, aprovada por unanimidade, com 181 votos a favor, o ministro da Indústria e Comércio de Angola, Rui Miguêns, disse que além de um regime jurídico próprio, passara a haver o selo de ‘startup’ para ideias e projetos em fase inicial, prever os incentivos fiscais financeiros e mecanismos de financiamento adequados a este tipo de atividade.
Bolsa de valores de Nova Iorque estuda negociação ininterrupta

Bolsa de valores de Nova Iorque estuda negociação ininterrupta

Inês Amado22 Abr
O inquérito da NYSE, realizado pela equipa de análise de dados e não pela direção da bolsa de Nova Iorque, decorre numa altura em que os reguladores norte-americanos (SEC) analisam uma proposta com esse mesmo fim apresentada pelo multimilionário Steve Cohen, que adquiriu uma participação de 5,1% na Farfetch através do 'hedge fund' Point72 Asset Management.