Israel: oposição apoia o governo no combate aos ataques jihadistas

Face ao aumento dos ataques vindos de Gaza, as forças israelitas preparam investidas cada vez mais musculadas. A oposição apoia as iniciativas das forças de segurança. E há uma grande novidade: o governo admite que o Hamas não está envolvido, apenas a Jihad Islâmica.

Israel: oposição apoia o governo no combate aos ataques jihadistas
Israel bombardeia Gaza

O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu disse esta quarta-feira que Israel está pronto “tanto para expandir a operação atual como para infligir golpes pesados ​​em Gaza, agora e no futuro”. É uma espécie de declaração de guerra, mas desta vez o primeiro-ministro, ao contrário de outas vezes antes, tem um apoio alargado com que pode contar. É que os principais partidos da oposição apoiam a iniciativa de Netanyahu.

Os presidentes dos dois maiores partidos da oposição, Yair Lapid, o anterior primeiro-ministro, e Benny Gantz, ex-ministro da Defesa, reuniram no Knesset, o Parlamento, onde debateram “a importância de apoiar as Forças de Segurança de Israel (IDF) e as atividades operacionais das forças de segurança”. Numa declaração conjunta emitida pelos dois partidos, o Yesh Atid e o Azul e Branco, os líderes da oposição deram a entender de que lado estão.

Tanto Lapid como Gantz emitiram declarações de apoio às forças de segurança de Israel, logo após a Força Aérea de Israel matar três figuras importantes da Jihad Islâmica Palestina, no dia anterior. O ataque, em si uma resposta às barragens de mísseis lançados sobre o sul de Israel na semana passada, provocou uma nova rajada de mais de 100 rokets disparados contra o sul e o centro de Israel esta tarde.

Este esclarecimento revela que tanto os partidos do centro-direita como do centro-esquerda estão alinhados com a necessidade de defesa do território israelita. Isto apesar der, principalmente Yair Lapid, ter sido muito crítico das investidas das forças de segurança numa fase anterior à que o país vive neste momento.

Lapid foi também muito crítico da visita do ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, ao Monte do Templo e à mesquita de al-Aqsa, que considerou uma provocação completamente desnecessária. Essa visita terá sido, de qualquer modo, o acontecimento que despoletou toda violência que neste momento continua em regime de crescimento.

Entretanto, um representante do governo israelita disse que o Hamas – formação política que controla a Faixa de Gaza – não esteve envolvido no lançamento de rokets contra Israel. “O Hamas não tem interesse em envolver-se”, disse, citado por vários jornais, embora tenha recordado que o grupo tem um centro de comando conjunto com a Jihad Islâmica, que é outro dos grupos que controla a Faixa de Gaza. “O Hamas não está ativo e não vai agir, embora esteja a emitir declarações”, disse ainda.

Netanyahu culpa rotineiramente o Hamas por qualquer violência que emana da Faixa de Gaza, mas desta vez parece estar disposto a separar o envolvimento das diferentes fações, numa tentativa de impedir a escalada do conflito.

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