A Pfizer registou uma queda de 29% no volume de negócios, para 16,64 mil milhões de euros, no primeiro trimestre do ano. O decréscimo relativo do lucro foi quase idêntico, na ordem de 30%, para 5,04 mil milhões. Os números refletem uma forte desaceleração nas contas da gigante farmacêutica, depois do recorde alcançado no ano passado, em que atingiu a marca de 100 mil milhões de dólares em receitas.
A empresa deu a conhecer em comunicado os resultados referentes ao primeiro trimestre, que refletem uma forte desaceleração nas contas, com o maior impacto a chegar da redução da comercialização da vacina contra a Covid-19, com a designação comercial Comirnaty. É que o volume de vendas registou uma forte perda face ao último ano, de 77%, para perto de 2,79 mil milhões de euros.
Apesar da desaceleração, notória tanto nas receitas como nos lucros, a Pfizer deverá continuar a ser líder no sector farmacêutico, à frente de competidores como a Johnson & Johnson, Merck Sharp & Dohme (MSD), Novartis ou Roche.
Para o total do ano, a Pfizer prevê receitas na ordem de 67 a 71 mil milhões de dólares (60,98 e 64,62 mil milhões de euros), longe do recorde de 100 mil milhões. As mesmas contas apontam para uma redução de 64%, face a 2022, nas vendas da Comirnaty, para um total de 12,275 milhões.