Criptomoedas. BE defende que regulamentação “tal como os criptoativos está feita para falhar”

José Gusmão alertou que “a ligação entre o mercado dos criptoativos e o sistema financeiro convencional é cada vez maior e são cada vez mais as famílias que dão dinheiro a sério em troca de ativos a brincar”.

Criptomoedas. BE defende que regulamentação “tal como os criptoativos está feita para falhar”
Criptomoedas. BE defende que regulamentação “tal como os criptoativos está feita para falhar”

Na semana passada foi aprovado no Parlamento Europeu a versão final do Regulamento em mercados de criptoativos (MicA) e segundo o eurodeputado José Gusmão tal como os criptoativos, a regulamentação aprovada está “feita para falhar”.

“A regulamentação pretende normalizar, e incentivar, a utilização de criptos como se fossem um veículo de investimento. E tal como os criptoativos, está feita para falhar”, considerou José Gusmão.

O eurodeputado do BE alertou que “a ligação entre o mercado dos criptoativos e o sistema financeiro convencional é cada vez maior e são cada vez mais as famílias que dão dinheiro a sério em troca de ativos a brincar”.  “O regulamento que aqui é proposto já é obsoleto, como disse a presidente do Banco Central Europeu”, sublinhou.

“Uma das principais falhas no MiCA é não regular produtos de finanças descentralizadas (DeFi) e NFTs. Os membros do BCE têm sito muito ativos a alertar para os perigos de contaminação do setor cripto para o sistema financeiro tradicional e esta lacuna aumenta ainda mais este risco”, apontou o BE.

José Gusmão referiu ainda “que o MiCA não resolve o problema das plataformas que não estão registadas em nenhuma jurisdição ou que têm uma estrutura tão complexa que é difícil determinar a empresa-mãe”.

“O MiCA não faz absolutamente nada – a não ser uma pequena declaração de intenções – sobre as consequências ambientais desta absurda indústria”.

 

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