O Grupo Pestana Hotel registou um volume de receitas de 450 milhões de euros em 2022, alcançado assim o melhor resultado de sempre da empresa. Os dados foram apresentados esta quarta-feira à imprensa numa das unidades hoteleiras do grupo em Lisboa.
Em relação ao ano passado este valor representou um aumento de 50%, sendo que face a 2019 a subida foi de 8% (419 milhões de euros).
Por sua vez, o EBITDA atingiu o número redondo de 200 milhões de euros, um crescimento de 20% face à 2019, com a retoma do negócio hoteleiro após a pandemia a ser responsável por 65% deste valor.
Já o resultado líquido foi de 109,5 milhões de euros, uma subida de 38% em comparação com 2019, tendo a dívida total diminuído para 383 milhões de euros, face aos 504 milhões de euros do ano de 2019.
Portugal representou 82% do volume de receitas, com os restantes 18% a serem distribuídos pelos clientes estrangeiros, sendo metade na Europa.
Em sentido inverso, a taxa de ocupação fixou-se nos 64% no total das 16 geografias em que o Grupo Pestana se encontra representado, face aos 68% verificados em 2019, percentagem idêntica observada nesse ano em Portugal e que em 2022 caiu para os 60%.
Já o preço médio em termos gerais foi de 132 euros, num aumento de 28% (103 euros), face aos 103 registados em 2019, enquanto em Portugal o valor médio fixou-se nos 133 euros, numa subida de 30% (102 euros), em comparação com o ano de 2019.
O salário médio dos trabalhadores do grupo hoteleiro em Portugal verificou um aumento de 9,6%, sendo agora de 1.260 euros, com a perspetiva de subir 12% em 2023.
Para este ano o Grupo Pestana tem como ambição aumentar as receitas em 10%. “As perspetivas são boas, mas ainda é muito cedo. O ano de 2022 foi muito importante, porque foi de retoma após dois anos bastante difíceis”, referiu José Theotónio, CEO do Grupo Pestana.