Saída de Alexandra Reis da TAP foi “guerra de egos”, diz Marques Mendes (com áudio)

O comentador da SIC considera que há um tópico no caso que pouca gente está a valorizar: o facto de não ter havido uma Assembleia Geral da TAP, obrigatória, para destituir Alexandra Reis. “Parece uma formalidade, mas não é. A destituição de um gestor faz-se em Assembleia Geral”, alertou o ex-ministro.

Saída de Alexandra Reis da TAP foi “guerra de egos”, diz Marques Mendes (com áudio)
Marques Mendes

O advogado Luís Marques Mendes considera que o comportamento de Alexandra Reis, ao desenvolver voluntariamente a indemnização de milhares de euros que recebeu após a saída da TAP, foi o correto. O comentador da SIC vai mais longe e caracteriza o processo de saída da ex-gestora da companhia aérea como uma “guerra de egos” sem justificação concreta.

Em relação ao Governo, Luís Marques Mendes diz que “o Governo fez o que tinha a fazer”, porque há um tópico que pouca gente está a valorizar: o facto de não ter havido uma Assembleia Geral da TAP, obrigatória, para destituir Alexandra Reis. “Parece uma formalidade, mas não é. A destituição de um gestor faz-se em Assembleia Geral”, alerta o ex-ministro.

No habitual espaço de comentário na SIC ao domingo à noite, Luís Marques Mendes questiona-se sobre se é aceitável o primeiro-ministro “nunca saber nada”. “Será que os ministros escondem informação ao primeiro-ministro? E não se faz nada? Será falta de autoridade do primeiro-ministro? Já são muitos os casos e casinhos”, atirou, em conversa com a jornalista Clara de Sousa.

Para o advogado e antigo político, há uma responsabilidade dos gestores da TAP na polémica, embora o cerne da questão se resuma a “birras”. “Claro que havia divergências entre as duas gestoras. Mas não eram nem divergências graves nem divergências que comprometessem a execução do Plano de Reestruturação da TAP. Eram divergências normais num órgão colegial em que não tem de haver unanimismo, como reconheceu perante a IGF o chairman”, salienta o antigo governante do PSD.

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