O volume de negócios nos serviços registou uma variação homóloga de 12,6% no mês de janeiro, traduzindo-se numa desaceleração de 6,6 pontos percentuais (p.p.) em relação ao mês anterior, revelam os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Numa perspetiva mensal, a variação total do índice foi -2,5% no primeiro mês do ano, quando tinha sido de 1,2% no período anterior.
Não ajustado à sazonalidade e efeitos de calendário, o índice diminuiu 14,5% em janeiro, em termos homólogos. O mesmo índice fixou-se em 16,6% no mês anterior.
De acordo com o órgão estatístico, o comércio por grosso, reparação de veículos automóveis e motociclos fizeram com que o índice decrescesse, tendo desacelerado 9%, menos 10 p.p. que em dezembro. Assim, originaram “o maior contributo (5,3 p.p.) para a variação total”. “O comércio por grosso caiu 13,0 p.p. para uma variação de 6,3% no período em análise”, enquanto “o comércio, manutenção e reparação de veículos automóveis e motociclos aumentou 18,8% (18,2% em dezembro)”.
O INE dita que “o alojamento e restauração aumentou 37,9% (31,7% em dezembro) e contribuiu com 2,8 p.p. para a variação do índice”. Só o aumento aumentou 82,7%, depois dos 77,7% do mês anterior, e a restauração e similares cresceu 27,2%, após os 18,8% do dezembro.
Já os transportes e armazenagem “aceleraram 0,4 p.p. face ao período anterior, para uma variação de 19,5%, contribuindo com 2,5 p.p. para o crescimento do índice”. Neste segmento destacam-se os transportes aéreos, com uma variação homóloga de 64,9%, depois dos 55,4% registados em dezembro.
O INE sustenta que os índices de emprego, remunerações e horas trabalhadas ajustado de efeitos de calendário apresentaram variações homólogas de 4,9%, 12,9% e 7,7%, respetivamente, depois dos 5,3%, 12,1% e 5,3% verificados em dezembro. O gabinete relembra que neste mês ocorreu a atualização do salário mínimo para 760 euros, num acréscimo de 7,8%.
Ora o índice do emprego diminuiu 1,5% em cadeia, numa variação de -1,1% a igual mês de 2022, enquanto as remunerações e horas trabalhadas registaram variações mensais de -17,1% e de 5%, melhorando em relação aos -17,7% e 2,6% observados em janeiro do ano anterior.