Ben van Beurden abandonou os comandos da Shell no início deste ano, passando o testemunho a Wael Sawan. Mas antes de sair da petrolífera, o ex-CEO levou 9,7 milhões de libras (10,9 milhões de euros) para casa, um aumento de 53% face aos ganhos ‘regulares’ e no qual consta um bónus.
O salário de Beurden subiu de 6,3 milhões de libras (7,08 milhões de euros) em 2021 para 9,7 milhões de libras em 2022. Já o bónus passou de 2,2 milhões de libras (2,47 milhões de euros) para 2,6 milhões de libras (2,92 milhões de euros), aponta o “The Guardian”.
A “Bloomberg” acrescenta que parte do pagamento foi entregue em formas de ação sujeitas a um período de detenção de três anos, ou seja, não pode fazer dinheiro com as ações durante três anos, só podendo vendê-las ou levantar o dinheiro ao fim deste tempo.
Em fevereiro, a Shell relatou lucros recordes de 40 mil milhões de libras (45 mil milhões de euros), valores impulsionados pelo aumento do preço do gás e do petróleo por causa da guerra na Ucrânia. Na altura da divulgação dos resultados, vários grupos pediram maiores impostos sobre as empresas petrolíferas, e o pagamento a Beurden deve agravar o número de pedidos.
Os executivos da Shell e muitos trabalhadores de topo também receberam um bónus de 8% no último verão, denuncia a “Bloomberg”.
O novo CEO da Shell vai receber um salário base de 1,4 milhões de libras (1,57 milhões de euros), ao qual vai somar um bónus de 125%.